Opinião
BONS VENTOS
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Dados divulgados pelo Ipea na última sexta-feira mostram que a taxa de desemprego no Brasil chegou a 9,4% em abril deste ano, o menor patamar desde outubro de 2015. Na comparação com o mesmo mês de 2021, a taxa registrou queda de 4,9 pontos percentuais. Ao todo, o País tinha 11 milhões de desempregados em abril.
Os números são alentadores. A taxa de desocupação vem decaindo há 9 meses seguidos. O total de desempregados no País caiu 25,3% no ano. Significa 3,8 milhões a menos de pessoas desocupadas, que deixaram de procurar emprego porque encontraram uma atividade para fazer, seja emprego ou estudo. Economistas dizem que o resultado do desemprego de abril realmente surpreendeu, puxado pelo crescimento da população ocupada, disseminado ente aqueles com carteira assinada e informais. De acordo com o Ipea, a análise dos dados mostra que a expansão da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, envolvendo todas as regiões, todos os segmentos etários e educacionais e atingindo todos os setores da economia. De fato, o Ipea ressalta a recuperação nos setores que tiveram quedas mais intensas no auge da pandemia, devido às medidas restritivas. No primeiro trimestre deste ano, 6 dos 13 setores pesquisados apresentaram crescimento da ocupação superior a 10%, com destaque para os segmentos de alojamento e alimentação, com aumento de 32,5% na taxa de ocupação; serviços pessoais, com alta de 19,5%; e serviços domésticos, com crescimento de 19,4%. Apesar dos dados positivos, analistas alertam que ainda há vários desafios a serem superados no mercado de trabalho brasileiro. A melhora gradual no mercado de trabalho está sendo acompanhada da queda da renda da população, por causa do avanço dos preços ao consumidor. Além disso, a maior parte das novas vagas está sendo gerada nos segmentos informais da economia, e o País ainda tem aproximadamente 4,2 milhões de pessoas desalentadas, ou seja, aquelas que desistiram de procurar emprego. De qualquer forma, os números do Ipea mostram que o País vai no caminho para recuperar a rota do crescimento.