Editorial
Contradições
Os indicadores recentes da economia brasileira mostram um cenário aparentemente favorável. O desemprego permanece em um dos menores níveis da série histórica, a renda média do trabalhador atingiu recorde em 2025 e a massa salarial continua crescendo. Os números refletem um mercado de trabalho mais aquecido e uma recuperação consistente da ocupação.
Entretanto, esses resultados não têm sido suficientes para mudar a percepção da maioria da população. Para milhões de brasileiros, o emprego voltou, mas o alívio financeiro ainda não chegou. A alta acumulada dos preços dos alimentos, da energia, dos serviços e da moradia continua corroendo o orçamento familiar. O salário cresce, mas o custo de vida avança quase na mesma velocidade, reduzindo a sensação de melhora.
Essa aparente contradição ajuda a explicar por que bons indicadores macroeconômicos nem sempre se traduzem em aprovação popular. O que realmente pesa no cotidiano é quanto sobra no fim do mês. O poder de compra continua sendo o principal termômetro da economia para quem paga supermercado, aluguel, transporte e medicamentos.
Além da geração de empregos, é preciso elevar a produtividade, ampliar os ganhos reais de renda e controlar a inflação de forma permanente. Desenvolvimento se mede pela capacidade de cada trabalhador de viver melhor com o fruto do seu trabalho.
Mãe é presa após filha de 10 anos ser encontrada sozinha em Arapiraca
Dupla invade residência em Arapiraca; morador reage e consegue imobilizar um dos suspeitos
Pet desaparecido: envie uma foto do animal para a TV Gazeta
Operação Face Dupla: suspeitos de violência sexual contra crianças e adolescentes são presos