Opinião
A Padroeira
DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * Com renovado fervor e amor filial, a Arquidiocese de Maceió mais uma vez se rejubila com a solenidade de sua excelsa padroeira sobre o glorioso título de Nossa Senhora dos Prazeres. Além de padroeira da Arquidiocese e da cidade de Maceió, Ela é também titular de nossa Igreja Catedral. Ao celebrar sua Festa neste ano de 2004, dóceis às sugestões do projeto pastoral da Igreja no Brasil, com os cuidados maternais de Maria, ?queremos ver Jesus?. Com efeito, afirmava o Concílio Vaticano II: ? Com amor materno, Maria cuida dos irmãos e de seus filhos que ainda peregrinam. Seu grande cuidado é este: que os cristãos tenham vida abundante e cheguem à maturidade da plenitude de Cristo?. Daí, enquanto peregrinamos neste mundo, Maria será a Mãe educadora da fé. Como tal, Ela cuida que o evangelho nos penetre intimamente, plasme nossa vida de cada dia e produza em nós frutos de santidade. Podemos, pois, reafirmar que ?Maria, Mãe, desperta o coração do filho adormecido em cada homem?. Desse modo, Ela de fato nos ajuda a descobrir, ver e encontrar Jesus, e por que não permanecer com Ele. É oportuno recordar aqui as origens desta Festa e deste título ?Nossa Senhora dos Prazeres?, e com isso tirar as lições práticas para a nossa vida. Maria Santíssima nos faz recordar na Sagrada Escritura os passos percorridos por Maria: A Anunciação do Anjo; A Visitação à sua prima Isabel; O nascimento de Jesus; O encontro de Jesus no Templo; A Ressurreição de Jesus; A vinda do Espírito Santo e a Gloriosa Assunção da Virgem. Temos aqui reunidos elementos válidos para com a ajuda de Maria chegarmos ao conhecimento de Jesus Cristo. Mas não basta conhecer Jesus. É preciso conhecê-lo, anunciá-lo, aos homens como princípio de vida e apresentá-lo ao mundo dentro de um dinamismo missionário: ? Vem e Ver?. A história da devoção a Nossa Senhora dos Prazeres é oriunda da época da colonização do Brasil e veio de Portugal, por meio do comandante-geral das tropas portuguesas que lutaram contra os holandeses, o senhor Francisco de Menezes, erguendo sua primeira Igreja para o culto Mariano no Monte dos Guararapes em Recife. Neste ano de 2004, a Festa da Padroeira contará com a presença especial de mons. Gaspar Sadoc da Natividade, membro do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de São Salvador da Bahia e renomado orador sacro no Brasil. Aproveito a oportunidade para parabenizar e agradecer ao mons. Celso Alípio, pároco da Catedral, pelo zelo pastoral na organização da Festa. Partindo do nosso estado vizinho, a devoção entrou em terras alagoanas e os louvores à Virgem dos Prazeres tiveram seu início na criação da paróquia em 1820. Foi nomeado, como primeiro pároco, o e. Antônio José de Caldas, que não tomou posse, porque foi eleito deputado e chamado para a Corte, deixando em seu lugar o pe. José Joaquim da Silva, que praticamente foi o primeiro pároco a assumir o trabalho. Com estas motivações, convido os fiéis de nossa Arquidiocese para uma participação ampla e profunda na celebração da Festa de nossa padroeira. Diante da realidade pessoal e de Igreja, sacudidos pelas tempestades que nos impedem de perceber os sinais de Jesus Cristo, caminho, verdade e vida, Maria nos conduzirá a Jesus com segurança. Nossa Senhora dos Prazeres, ensina a teus filhos o caminho das verdadeiras alegrias. (*) É ARCEBISPO METROPOLITANO DE MACEIÓ