Opinião
Bispo de Santar�m
DOM JOSÉ CARLOS MELO, CM * No próximo dia 7, a Arquidiocese de Maceió terá a alegria de participar da Ordenação Episcopal de frei Severino Batista de França, OFM cap. que estava exercendo a função de guardião do Convento dos Capuchinhos em nossa capital e foi eleito pelo papa João Paulo II, bispo da Diocese de Santarém, no Estado do Pará. A Arquidiocese de Maceió congratula-se, pois, com a Província Nossa Senhora da Penha do Nordeste do Brasil - Proneb ? da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e com a Diocese de Santarém, na pessoa de seu pastor diocesano, dom frei Lino Vombommel, OFM. Este acontecimento nos oferece a oportunidade para dizer uma palavra sobre a missão do bispo. Em primeiro lugar, é importante compreendermos que o Episcopado, como instituição divina, é a plenitude do sacerdócio ministerial de Cristo. Tanto no início da Igreja como hoje, os bispos homens são designados para presidir as igrejas de determinadas áreas, dotados de poder real ou de governo pela força da oração, estando sempre na disponibilidade de exercer a tríplice missão de Jesus Cristo: sacerdotal, profética e real. Por isso entendemos o exercício do sacerdócio de Cristo, sua missão de anunciar a Boa Nova e governar o povo de Deus. É muito comum o termo ?Pastor? aplicado à pessoa e à missão do bispo, para identificá-lo a Jesus como o Bom Pastor que veio com a missão de apascentar o rebanho do Senhor. ?Eu sou o Bom Pastor: O Bom Pastor dá sua vida por suas ovelhas? (Jo 10,11). Para o bispo, portanto, o ponto referencial é a pessoa de Jesus Cristo, que veio para servir. O Episcopado deve ser, pois, entendido como um serviço ao povo de Deus. Também Cristo é o grande orante ao Pai ensinando aos seus apóstolos e sucessores, por palavras e exemplos, a prioridade da vida de oração. Além disso, na sua missão de pastor, a exemplo do apóstolo Paulo, o bispo carrega consigo ?a solicitude de todas as igrejas? (2Cor 11,28). Como sucessor dos apóstolos, em comunhão hierárquica com o Romano Pontífice, os bispos são constituídos membros do Corpo Eclesial e atuam no magistério pastoral dos fiéis. A exemplo de Cristo, o bispo é o servidor do Evangelho, coloca toda sua vida a serviço por amor, na proclamação e na defesa da verdade e da justiça. Necessariamente é servo por amor. Aí está necessariamente sua identidade. Mas em seu serviço à causa do Evangelho, se o bispo é o educador da fé e o responsável pelo depósito das verdades reveladas, ele é também o vínculo da unidade no meio do seu rebanho, como nos lembra o Vaticano II: ?Os bispos são, individualmente, o princípio e o fundamento visível da unidade em suas igrejas particulares, formadas à imagem da Igreja universal, nas quais e à base das quais se constitui a Igreja Católica, una e santa?. ( LG, 23a ). Manifestamos ao frei Severino nossa solidariedade e nossa comunhão eclesial pela sua ordenação episcopal no dia 7 deste mês. Convidamos também todos os fiéis para a participação desta solenidade no Ginásio do Sesi, no Trapiche, às 17h30, apresentando ao frei Severino nosso reconhecimento pela sua presença entre nós, sua atuação e seu zelo sacerdotal nas diversas pastorais, de modo especial nas pastorais Familiar e da Juventude. Que Nossa Senhora dos Prazeres, nossa mãe e padroeira, o acompanhe e o ilumine em sua nova missão em Santarém, sobre o olhar de São Francisco de Assis, seu pai na fé. (*) é arcebispo metropolitano de Maceió