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Haja g�s

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Será que Alagoas não tem mesmo sorte com termelétricas? No que pese as generosas jazidas de gás natural que premiaram o solo alagoano, esse tesouro tem contribuído para o desenvolvimento local e tem sido levado para fomentar o crescimento alhures. É verdade que uma fração do gás alagoano tem sido usada como combustível veicular e tem sido espalhada por Maceió por meio de gasodutos destinados aos fogões domiciliares, mas somente a Braskem se destaca no uso industrial dessa riqueza natural. Ontem, mais um golpe: a empresa alemã Voigth Energy Corporation informou que está protelando seus prazos para a iniciação das obras da termelétrica que planeja construir no município de Messias. O anúncio da protelação vem acompanhado da informação de que o grupo germânico já investiu cerca de R$ 2 milhões em Alagoas e que metade desses recursos teria sido consumida em busca de autorizações oficiais (para o funcionamento do projeto) no Ministério das Minas e Energia e no Ibama. O grupo alemão fez questão de ressaltar o empenho do governo do Estado, e esclarece que mantém um escritório funcionando em Alagoas há um ano e quatro meses, mas até agora nada de prático se conseguiu avançar, sequer em termos de um compromisso ? por parte dos órgãos competentes em nível federal ? de liberação do volume de gás necessário ao funcionamento da Termoalagoana (nome do empreendimento). O representante brasileiro da Voigth Energy Corporation é claro em sua análise: ?Não achamos justo que o gás natural produzido em Alagoas não possa promover o desenvolvimento local, privilegiando o desenvolvimento da Bahia? e lembra que dois terços do gás alagoano infla o desenvolvimento da Bahia ? sobretudo alimentando o pólo petroquímico de Camaçari. O terço restante, explorado pela Petrobras, fica no mercado interno, sendo distribuído pela Algás. Em temos de uso industrial, hoje, em Alagoas, o destaque fica com a Braskem, que consome cerca de 250 mil metros cúbicos diários de gás natural. A Termoalagoana, segundo seus representantes, consumirá ? quando em funcionamento ? cerca de 900 mil m3 de gás natural por dia, produzindo 150 megawatts de energia elétrica a ser comercializada pelo governo federal. Protelada, a Termoalagoana vai se acanhando como mais uma esperança. Até quando teremos gás para isso?

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