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As irm�s sacramentinas

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DOM EDVALDO G. AMARAL SDB * Inegável é o fato reconhecido unanimemente de que até a década de ?70, todas as gerações da melhor elite católica feminina de Alagoas passaram como alunas internas pelo casarão da Rua Ângelo Neto, nosso querido Colégio do SS. Sacramento. Daí, a dívida de reconhecimento de Alagoas e da arquidiocese pelo ?Sacramento? é imensa. Também em meu tempo de pastoreio em Maceió (de 1986 a 2002) vários alunos do Seminário, hoje sacerdotes, fizeram esmerados estudos do ensino médio, sem ônus para a arquidiocese, acompanhados com carinho e dedicação pelas diretoras, como a caríssima Irmã Antonina, tão querida por todos os maceioenses. Ao lado desta relevante ação educativa, as sacramentinas mantêm ainda ação caritativa em Bebedouro, na tradicional Escola do Bom Conselho, e notável ação pastoral na paróquia do Pilar, com a Obra Social São José. E agora, com a glorificação do servo de Deus, pe. Pierre Vigne, fundador das sacramentinas, do qual tratei na semana passada, devemos indagar: Qual é a história e quem são as Irmãs Sacramentinas? A história, conforme documentação oficial da Congregação das Religiosas do SS. Sacramento, é a seguinte: a 30 de novembro de 1715, o pe. Pierre Vigne entrega o crucifixo e o hábito religioso as sete primeiras jovens, que se decidem a acompanhá-lo em suas missões. Após alguns meses, as jovens decidem viver juntas uma vida de oração e caridade. Sete anos depois, aos 8 de setembro de 1722, as primeiras Irmãs do SS. Sacramento (como passaram a ser chamadas) fazem seus votos religiosos e começam a se difundir por toda a França. Não somente ensinam nas escolas criadas pelo fundador, mas também exercem missão de caridade junto aos doentes nos hospitais do Estado. Na morte do fundador, em 8 de julho de 1740, elas já estavam presentes em 19 comunidades. O furacão da Revolução Francesa (1789) dispersa as Irmãs, que continuam seus trabalhos de caridade de forma clandestina. Em 1804, após a tormenta, em Romans, a congregação começa a se reorganizar. Aprovada pelos bispos de Valence e Viviers, é reconhecida oficialmente pela Santa Sé em 1885. Com as leis de separação absoluta entre Igreja e Estado na França (1901-1905), as Irmãs são obrigadas a deixar 56 escolas e hospitais. Foi nessa época que as sacramentinas se reuniram na Casa-Mãe de Romans e foi daí que em 1903 partiram para o Brasil. Em 1906, são obrigadas a deixar Romans e se estabelecem em Valence, como Casa Central. Hoje, elas contam com cerca de 300 Irmãs, espalhadas em 44 comunidades ao redor do mundo: França, desde 1715, hoje 10 comunidades; Itália, desde 1869, hoje 7 comunidades; Inglaterra, desde 1874, hoje 2 comunidades; Irlanda, desde 1954, hoje 2 comunidades; Espanha, desde 1964, hoje 2 comunidades. A presença mais expressiva das Irmãs Sacramentinas é mesmo em nosso Brasil, onde atuam desde 1903, como já dissemos, e hoje contam com 20 comunidades. Neste ano de 2004, abriram em maio a primeira missão na África, na Tanzânia. Dizem, ainda, os documentos oficiais da congregação: ?Seu carisma é um dom de amor que, por sua vez, exige uma resposta de amor, na linha da experiência eucarística, que animou toda a vida de Pierre Vigne. A adoração a Jesus Sacramentado é, ao mesmo tempo, o coração e a vida das Irmãs e a força de sua missão. A Eucaristia diária as conduz a uma vida de oferenda ao Pai em comunhão com o Cristo.? A Congregação das Sacramentinas ainda propõe aos leigos e sacerdotes partilhar de sua espiritualidade eucarística, em sua vida familiar, profissional ou eclesial, a fim de melhor corresponder a sua vocação própria e contribuir na missão da Igreja. Formam, esses leigos e sacerdotes, a Fraternidade Eucarística Pierre Vigne, que se engaja a viver a espiritualidade eucarística do Beato Fundador. Assim, neste Ano Eucarístico, há pouco iniciado, as Irmãs Sacramentinas saberão ser herdeiras fiéis da herança que lhes deixou o beato fundador, vivendo com sempre maior profundidade o amor e a devoção ao Santíssimo Sacramento. (*) É arcebispo emérito de Maceió

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