Opinião
Medalha milagrosa
| Dom José Carlos Melo, CM * No próximo dia 27 do corrente mês, a Igreja celebra o dia da Medalha Milagrosa. Como Missionário Lazarista, da Congregação fundada por São Vicente, não poderia deixar de falar desta solenidade que teve suas raízes na Casa Mãe das Filhas da Caridade em Paris, também fundada por São Vicente. No ano de 1830, precisamente no dia 27 de novembro, uma Irmã de Caridade chamada Catarina Labouré foi surpreendida com a aparição da Virgem Santíssima, Nossa Senhora, onde um círculo se formava em torno da visão com a seguinte mensagem: ?Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós?. Nós entendemos esta aparição como um prelúdio para a proclamação do Dogma da Imaculada Conceição, no ano de 1854, promulgado pelo Papa Pio IX e que este ano está completando 150 anos. Foi confirmado em 1858, quando a Virgem Maria apareceu a Santa Bernadete, em Lourdes dizendo: ?Eu sou a Imaculada Conceição?. Nossa Senhora confiou à Irmã Catarina Labouré que mandasse cunhar uma medalha com as seguintes configurações: no reverso da medalha, dois corações unidos, o de Jesus, coroado de espinhos e o de Maria, transpassado por uma lança, nos mostram que o amor verdadeiro vai até o dom total pelo bem do outro. Eles nos fazem compreender também que se nós deixamos de amar Jesus e Maria, porém, Eles nos amam com um amor que ninguém pode alterar. Maria mostra o modelo da medalha a Irmã Catarina, pedindo-lhe para cunhá-la nestes termos: ?Fazei cunhar uma medalha sob este modelo. As pessoas que a trouxerem com confiança receberão uma proteção especial da Mãe de Deus?. Não foi fácil para Irmã Catarina esta missão, pois, ela teve de guardar este segredo. No silêncio buscou as orientações dos seu confessor, padre Aladel, que pediu uma autorização do arcebispo de Paris para que a medalha fosse divulgada. Como Deus é providência, afirmou o arcebispo de Paris: ?Que se propague esta medalha, conhece-se a árvore por seus frutos?. Em 30 de junho de 1832, as primeiras medalhas de Maria Imaculada foram cunhadas e distribuídas para todos: doentes, sofredores... Diante das graças alcançadas: conversões, curas, a Medalha de Maria Imaculada logo foi denominada a Medalha Milagrosa. Este nome permanece e ainda hoje a medalha é difundida por toda parte. Usá-la é confiar-se a Maria, sabendo que Ela intercede por nós e sempre nos conduz ao Senhor. A paróquia de Santa Catarina Labouré, no Aldebaran, estará celebrando a Festa da Medalha Milagrosa nos dias 23, 24, 25 e 26 do corrente. (*) É arcebispo metropolitano de Maceió.