Opinião
GERAÇÃO HIPERCONECTADA
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Pesquisa feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil revelou que 93% das crianças e adolescentes do País entre 9 e 17 anos são usuárias da internet, o que corresponde a cerca de 22,3 milhões de pessoas conectadas nessa faixa etária. O celular é o dispositivo predominante entre as crianças e adolescentes para acesso à internet (93%), mas o estudo de 2021 também mostrou um crescimento significativo da televisão para essa utilidade (58%)
Os números são positivos, na medida em que a internet é hoje não apenas um meio de comunicação, mas também de educação e cultura. Entretanto, os dados também apontam desigualdades. Em 2019, antes da pandemia de Covid-19, 89% dessas crianças e adolescentes tinham acesso à internet. Dois anos depois, houve avanços, que foram principalmente percebidos entre as crianças e adolescentes da Região Nordeste: em 2019, 79% delas tinham acesso à internet e esse número passou para 92% no ano passado. Mesmo assim, 7% de jovens – ou cerca de dois milhões – ainda são excluídos digitais. Os que não utilizam a internet acabe, ficando sem acesso a muitos conteúdos importantes para complementar o processo educacional. Segundo o estudo, os celulares são a única ferramenta de conexão para 78% de crianças e adolescentes das classes D e E. Nas classes A e B, apenas 18% desse público faz uso exclusivo do celular para uso da internet. Outro estudo, dessa vez realizado pela empresa McAfee, revela que os jovens brasileiros são os que mais utilizam aparelhos eletrônicos no mundo. Esse hábito acaba gerando preocupação por parte dos pais, já que é comum a geração atual – batizada de Y – preferir as interações virtuais às presenciais. Não há dúvida de que a internet é uma ferramenta poderosa, que amplia as possibilidades de aprendizado, de relacionamentos, de acesso à informação, de expressão de pensamentos e ideias. Por outro lado, também apresenta muitas ameaças e armadilhas, por isso cabe aos pais e educadores orientarem crianças e adolescentes para o uso saudável da rede.