Opinião
INOVAÇÃO
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Documento elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro aponta a produtividade como a chave para o avanço da indústria no País. A entidade destaca que o Brasil registra historicamente baixa produtividade e que, nos últimos anos, o crescimento do PIB esteve relacionado a fatores que não se repetirão no futuro, entre eles o rápido crescimento da população em idade ativa em relação à população total do país.
A Agenda Propostas Firjan, que será entregue aos candidatos à Presidência da República, a federação oferece um conjunto de proposições para incentivar o crescimento econômico no país. Segundo a entidade, o aumento de produtividade pode gerar crescimento de US$ 1,04 trilhão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos próximos cinco anos. Se o crescimento de US$ 1,804 trilhão para US$ 2,821 trilhões correntes se confirmar, o país passaria da 12ª para a 8ª posição no ranking das maiores economias do mundo até 2027. A agenda, que tem foco no aumento da produtividade como fator fundamental para a retomada econômica brasileira nos próximos anos, é dividida em quatro pilares: ambiente de negócios, infraestrutura, capital humano e eficiência do estado. Os industriais também chamam a atenção para a necessidade da reforma tributária, algo que vem sendo discutido há décadas, mas pouco avança. É preciso simplificar o processo e distribuir melhor a carga tributária, para que o peso dos tributos não recaia sobre a camada mais vulnerável da população. Não há dúvidas de que o mundo está em constante mudança, e quem não inova fica para trás. Nesse aspecto o Brasil está bem atrás e ocupa a 57ª posição no ranking de 132 países no Índice Global de Inovação. Trata-se de uma posição incompatível com o desenvolvimento econômico brasileiro. Cabe ao próximo governo implementar políticas que incentivem a ciência e a tecnologia, a melhoria do ambiente de negócios e o incentivo à inovação. Inovação e a sustentabilidade econômica andam juntas, e que por isso é preciso garantir que esses recursos cheguem onde são necessários.