Opinião
CIÊNCIA E SAÚDE
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) preparou uma carta aos candidatos à Presidência da República e à sociedade. Com o título Desenvolvimento Sustentável com Equidade, Saúde e Democracia, o documento, segundo a instituição, foi elaborado para contribuir com o debate eleitoral “a partir de dez diretrizes que sintetizam um conjunto de propostas para campos diretamente relacionados à saúde dos brasileiros e ao desenvolvimento do país”.
De acordo com a Fiocruz, a carta tem entre as propostas o alerta para a necessidade de aumento progressivo do investimento público em saúde para chegar a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos oito anos, e a 2% do PIB em ciência, tecnologia e inovação em quatro anos. Atualmente, 4% do PIB são investidos na saúde e 1% vai para ciência, tecnologia e inovação. O documento pede a eliminação da fome e da pobreza extrema e um aumento nos investimentos nas bases tecnológica e industrial da saúde no País, como forma de superar a vulnerabilidade econômica do SUS e reduzir a dependência externa. A preocupação da Fiocruz é pertinente. O Brasil possui um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, que oferece desde o atendimento de urgência e emergência até o de alta complexidade, além de transplantes e imunização. A pandemia do novo coronavírus serviu para deixar ainda mais evidente a importância do SUS. Entretanto, um de seus principais gargalos é o subfinanciamento, daí a necessidade de aumentar suas fontes de receita. No campo da ciência também estamos com baixo investimento, e isso precisa mudar. Para o desenvolvimento do País é preciso investir em seus cientistas, apostar na inteligência de seus jovens e dar a eles as condições de desenvolver seus talentos por aqui mesmo, caso contrário continuaremos assistindo à fuga de cérebros. Hoje mais de 60% da produção científica e pesquisa no mundo está concentrada na China e nos Estados Unidos. A ciência, a tecnologia e a inovação são elementos fundamentais para pensar o desenvolvimento humano, social e econômico do Brasil.