Opinião
Seis meses de guerra
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Seis meses se passaram desde o início da guerra da Rússia com a Ucrânia. É inegável a influência que este conflito teve nas economias globais. Altas das commodities, petróleo, desabastecimento de produtos estratégicos para os países europeus que sofrem com a dependência do gás russo amplamente usado nas indústrias e no aquecimento dos lares europeus no inverno.
Fatores que pressionaram as grandes economias e trouxeram problemas inflacionários, desvalorização de moedas europeias. Países de primeiro mundo como Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha estão tendo que lidar com índices inflacionários muito acima dos tradicionais. A Alemanha, por exemplo, teve uma taxa inflacionária no mês de julho de 7,5% e seu ministro das Finanças, Christian Lindner, disparou: “a perspectiva econômica de nosso país se tornou frágil”. Felizmente no Brasil as medidas de diminuição e corte de impostos bem como de desoneração de importações surtiram um efeito enorme na nossa economia. Estamos com número positivo de criação de vagas no mercado formal de trabalho e com previsão de continuar diminuindo a taxa de desemprego. O crescimento do Brasil em 2022 já surpreende analistas que tiveram que corrigir suas previsões diversas vezes, a mais recente prevê um crescimento de 2,2%, do PIB o que convenhamos é um excelente resultado quando observamos o crescimento global. Para melhorar ainda mais este cenário, a previsão que temos para este segundo semestre é a consolidação de uma safra recorde e consequentemente, muitos dólares entrando no Brasil.
Diante destes resultados é preciso elogiar a atuação do Ministério da Economia bem como a do Banco Central que foram cirúrgicos em proteger a moeda e seu poder de compra de pressões inflacionárias oriundas deste conflito, desonerando combustíveis e diminuindo impostos de setores estratégicos. Os impactos destas medidas são sentidos por todos os brasileiros nos postos de combustíveis e principalmente nos supermercados.
Temos grandes desafios pela frente, mas com certeza os impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia não serão tão graves para os brasileiros como já foram para outras economias. Ao empresariado cabe se antecipar ao cenário de crescimento econômico do Brasil e preparar-se para a atender a demanda crescente dos brasileiros, mas com um olho também nos países que sofrem com a inflação, pois poderão desonerar as importações brasileiras para auxiliar no controle inflacionário.
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