Opinião
RESPEITO
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Uma pesquisa realizada pelo Ipec em parceria com o Instituto Patrícia Galvão mostrou que 45% das mulheres já tiveram o corpo tocado sem consentimento em local público. Em contrapartida, apenas 5% dos homens entrevistados assumiram ter cometido esse tipo de assédio.
O levantamento faz parte da pesquisa “Percepções sobre controle, assédio e violência doméstica: vivências e práticas”, que ouviu 1.200 pessoas de todo o país, sendo 800 homens e 400 mulheres, com 16 anos ou mais.
Os dados revelam, ainda, que 32% das mulheres afirmaram ter passado por alguma situação de importunação ou assédio sexual no transporte público, sendo que 31% declaram já ter sofrido tentativa ou abuso sexual.
A violência também chegou para aquelas que disseram “não” a uma pessoa que mostrou interesse nelas, e 41% disseram ter sido xingadas ou agredidas nestes casos.
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A violência contra a mulher tem raízes profundas que estão situadas ao longo da história da humanidade. Não se pode negar, entretanto, que, tem havido importantes mudanças no Brasil ao longo dos anos. A articulação social em movimentos próprios, juntamente com uma intensa busca por parcerias com o poder público Estado, resultou em uma série de conquistas. Uma dessas conquistas foi a aprovação da Lei Maria da Penha, que criou instrumentos de combate a violência doméstica e familiar contra a mulher.
É bom lembrar que o termo violência sexual abrange diferentes formas de agressão que ferem a dignidade e a liberdade sexual de uma pessoa, tais como assédio, exploração sexual e estupro.
Nesse conceito também se inserem as “piadinhas”, comentários e “cantadas”. É algo que parece fazer parte da cultura e muitas mulheres consideram como algo inofensivo.
Romper com essa a cultura machista exige que o respeito à mulher comece dentro de casa e se estenda à sala de aula. Daí a importância de educar as crianças, meninos e meninas com os mesmos direitos e deveres em casa e discutir na escola o tema do machismo, aproveitando-se do fato de que os jovens de hoje costumam ser mais abertos em relação à igualdade de direitos.