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Opinião

Empresa boa para criança é empresa boa para todos

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O italiano Francesco Tonucci é um pedagogo e desenhista que se dedica aos estudos de como as cidades podem contribuir para o desenvolvimento infantil. Seus livros defendem uma ideia muito repetida por vários atores da área da primeira infância: “Uma cidade boa para criança, é boa para todo mundo.”

A lógica é simples e potente. Se a cidade oferece bons espaços para os pequenos, como parques, praças, áreas de lazer, atrações culturais, serviços públicos de qualidade, certamente isso também atinge os seus cuidadores que os acompanham nas atividades e todo o espaço fica alegre, provocando impactos positivos na vizinhança e território. Há também o argumento longitudinal. As crianças que crescem nesse ambiente tornam-se adultos mais saudáveis, que buscarão replicar as experiências positivas - suas memórias afetivas - com as próximas gerações. Então, inspirado por este raciocínio, parafraseio Tonnuci, quando penso nas empresas: uma empresa boa para criança, é uma empresa boa para todo mundo. Não tenho dúvidas e aqui trago argumentos. Uma empresa que pensa nas crianças, logo pensa que seus colaboradores são cuidadores, pais, mães, avós, que possuem desafios de conciliar as tarefas parentais com o trabalho. Ser inflexível com estas demandas provoca um desequilíbrio que pode gerar frustrações, estresse e conflitos, ruim para todas as partes. Colaboradores ficam mais desmotivados e menos produtivos. Empresas, consequentemente, perdem seu capital humano e diminuem resultados. Por isso, cresce o número de organizações privadas que começam a ampliar ou flexibilizar o retorno de suas licenças parentais (paternidade, maternidade ou ambas). Muitas também criam espaços para receber os pequenos em sua estrutura, seja em salas de amamentação, berçários ou até mesmo creches, benefícios muito simpáticos para os colaboradores. Uma empresa que respeita a criança na sua abordagem comercial, com responsabilidade social, que contribui para o desenvolvimento de seu entorno, território, cidade ou estado, também costuma ter retornos de imagem gerando a percepção de instituição comprometida com a coletividade, trazendo ganhos no valor da marca e atrai investidores, objetivos importantes para os acionistas e perpetuação de negócios. Ou seja, é um ganha-ganha com enormes impactos no curto e no longo prazo. Para dentro e para fora da organização. Para o presente e para o futuro das novas gerações. Uma importante via para a transformação da humanidade. O pacto é global. Vamos juntos.

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