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Tristes índices, pobres números, para um Estado tão rico e com um povo tão trabalhador. Assim podem ser lidos os resultados auferidos por Alagoas na pesquisa ?Contas Regionais?, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada ontem pela GAZETA DE ALAGOAS. Não deve, porém, a tristeza nublar a capacidade de se analisar esses dados e se lançar, sem mais delongas, em busca de soluções para os problemas identificados. E o que nos diz mesmo a pesquisa do IBGE? Afirma que Alagoas foi o lanterninha entre todos os estados brasileiros em crescimento econômico no período entre 2001 e 2002. Nesse espaço de tempo, o desempenho alagoano foi de lamentáveis 0,2%, mergulhando bem abaixo da média nacional (bem nanica, por sinal) de 1,9%. Para entristecer ainda mais, a média da região Nordeste foi de 2,5%. Segundo o IBGE, em Alagoas ?a queda na cana-de-açúcar (-14%) refletiu diretamente no resultado da agropecuária?. Mais um sinal de alerta específico. Nesse caso, despertando a atenção para uma velha realidade: nosso Estado, além de crescer, precisa desenvolver outras alternativas em seu perfil de produção econômica. Ainda segundo os números do IBGE, na lista nacional da renda per capita Alagoas não mudou de posição no período entre 2001 e 2002, garantindo o lamentável 24º lugar, com renda média estimada em R$ 3.012,00. Só para ilustrar, o topo da lista está garantido para Brasília, ostentando mais do quíntuplo da renda média alagoana (R$ 16.361,00 por cabeça de morador do Distrito Federal). Entre os nordestinos, o melhor Estado em termos de renda per capita é nosso vizinho Sergipe, com R$ 5.921,00. Mais uma de entristecer: a pesquisa denuncia que o Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas tem decaído de 1985 até 2002, tendo despencado da 17ª posição para a 21ª colocação. Pelo menos no período da pesquisa (concluída em 2002) o PIB alagoano era de R$ 8.767 bilhões, na dianteira apenas dos estados de Rondônia, Piauí, Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Pobres números, tristes índices, para um Estado tão rico e com um povo tão trabalhador. Devemos entender mais esse sinal de alerta como o incentivo para nos lançar com ofensividade em busca de novas empresas, criar novas oportunidades, refazer nossos caminhos para o crescimento sustentado, abandonando de vez as vias insustentáveis da inércia e do engessamento econômico.

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