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Nº 5712
Opinião

DIMENSÕES DA POBREZA

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Por Editorial | Edição do dia 18/10/2022 - Matéria atualizada em 18/10/2022 às 04h00

Foi celebrado ontem o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, instituído pela Organização das Nações Unidas, a ONU. O tema deste ano foi a “Dignidade para todos na prática”. A organização estima que 1,3 bilhão de pessoas vive em diversas dimensões da pobreza.

O secretário-geral da ONU, o português António Gutérres, ressalta que a pandemia impulsionou milhões de pessoas a essa situação, recuando mais de quatro anos de progresso. O Brasil, que havia saído do mapa da fome, também recuou nesse quesito nos últimos anos. As desigualdades aumentam e, dentro dos países, as economias sofrem com perdas de empregos, aumento vertiginoso de preços de alimentos e energia, além das sombras crescentes de uma recessão global. Para Gutérres, a crise atual se juntou às do clima, de conflitos violentos, da dívida e atrasa no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A ONU define pobreza como um estado em que todo aquele cujo nível de renda ou consumo per capita de sua família ou domicílio fica abaixo do mínimo essencial para suprir necessidades humanas básicas. Diante disso, a pobreza pode se manifestar através da fome, do acesso limitado à educação e a outros serviços básicos, à discriminação e à exclusão social, bem como à falta de participação na tomada de decisões. Mesmo antes da pandemia de Covid-19 e da atual crise de custo de vida, os dados mostravam que 1,2 bilhão de pessoas em 111 países em desenvolvimento viviam em pobreza multidimensional aguda. Isso é quase o dobro do número de pessoas consideradas neste grupo com base na definição da pobreza, que é sobreviver com menos de US$ 1,90 por dia. É preciso ampliar os recursos destinados às políticas de segurança alimentar e intensificar os programas de transferência de renda já existentes, com aumento dos valores repassados e do número de contemplados. Além disso, precisam ser adotadas ações para o crescimento econômico da nação. Recursos para empregos, particularmente na infraestrutura, na construção civil, que geram trabalho qualificado e em curto espaço de tempo.

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