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PALANQUES DESARMADOS

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Ontem, mais uma vez, cerca de 130 milhões de brasileiros voltaram às urnas e elegeram o novo presidente da República e os governadores de 12 estados. Apesar da polarização política e da tensão que permearam toda a campanha, felizmente as eleições transcorreram em paz, e os eleitores puderam exercer seu direito de escolha. E, em mais uma prova da eficiência de nosso sistema eleitoral, poucas horas após o fechamento das urnas os vencedores já eram conhecidos.

Para presidente da República, os brasileiros concederam a Luiz Inácio Lula da Silva um inédito terceiro mandato. O resultado foi muito apertado, com diferença de menos de dois pontos percentuais para o adversário, o atual presidente Jair Bolsonaro. Os dois são hoje as figuras mais fortes no universo político brasileiro e representam projetos distintos. Em seu discurso de posse, Lula destacou a necessidade de unir o país e priorizar o combate à fome. Já em Alagoas, o atual governador, Paulo Dantas, foi reeleito e, após a consolidação da vitória, falou em manter as finanças do Estado equilibradas, manter os investimentos e chamar os concursados. Passada a eleição, é hora de desarmar os palanques e começar a planejar os rumos do governo para 2023. Os eleitos devem abrir diálogo com todos os setores da sociedade, inclusive com os partidos adversários, pois o objetivo maior deve ser o desenvolvimento do país ou do estado. Tanto o Brasil quanto Alagoas têm grandes desafios, que exigem políticas públicas concretas e eficientes. Há um imenso contingente de pessoas em situação de vulnerabilidade, que precisam de apoio governamental até mesmo para atender a suas necessidades básicas. A situação econômica, apesar de estar se estabilizando, ainda está longe do ideal. Também é necessário melhorar a oferta dos serviços públicos em áreas como saúde, educação, segurança pública, além de investir mais em moradia e saneamento. Embora a campanha eleitoral em alguns momentos se assemelhe a uma guerra, o momento agora é de desarmar os palanques. De vencedores e derrotados espera-se pelo menos serenidade.

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