Opinião
novo alerta .
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novo alerta
A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) defendeu, na sexta-feira (11), o incremento da vacinação, a volta do uso de máscaras e outras medidas para evitar que o cenário atual de alta nos casos de Covid-19 traga um possível aumento de internações, superlotação nos hospitais e mais mortes no futuro. A entidade divulgou nota técnica de alerta em que ressalta que, pelo menos, em quatro estados, já se verifica com preocupação uma tendência de curva em aceleração importante de casos novos de infecção pelo coronavírus.
A SBI recomenda o incremento das taxas de vacinação, principalmente nas diferentes doses de reforço, pois considera que as coberturas ainda se encontram em níveis insatisfatório nos públicos-alvo. A preocupação da entidade não é por acaso. Mais brasileiros estão testando positivo para a Covid-19 nas últimas semanas. Uma nova onda da doença, que veio junto a duas novas subvariantes da ômicron, a BQ.1 e a XBB, já tem causado impacto na Europa, na China, nos Estados Unidos e agora começa a crescer no Brasil. Enquanto isso, dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 69 milhões de brasileiros ainda não voltaram aos postos para receber a primeira dose de reforço da vacina contra Covid-19. Outros 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram. Os imunizantes estão disponíveis em mais de 38 mil postos de vacinação em todo o país.? Além da vacinação, a SBI defende a volta do uso de máscaras e do distanciamento social para evitar situações de aglomeração, principalmente pela população mais vulnerável, como idosos e imunossuprimidos. A entidade pede que as medidas sugeridas sejam tomadas com brevidade, para reduzir a chance de um possível impacto futuro de óbitos e superlotação dos serviços de saúde públicos e privados por casos graves de Covid-19, cenário que o Brasil já viveu e certamente não quer que se repita. O fato é que é preciso ficar atento e retomar as medidas preventivas, caso contrário há o risco de revivermos aquele cenário devastador vivido em 2020 e 2021.