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Opinião

Paixão de milhões .

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Desde domingo, bilhões de pessoas em todo o mundo estão com as atenções voltadas para o Catar, onde está sendo disputada a 22ª edição da Copa do Mundo de futebol, um evento que supera todas as fronteiras. Poucos eventos de qualquer espécie geram essa espécie de paixão, tendo em vista que o futebol se transformou no esporte mais popular do planeta e fez da Fifa uma potência econômica sem precedentes na história das entidades esportivas.

Além da paixão pelo futebol e a questão do nacionalismo, a Copa do Mundo é, sem dúvida, um colosso do marketing. É uma oportunidade única de divulgação de produtos de massa. Diferentemente das Olimpíadas, que continuam a proibir a publicidade em estádios, o torneio promovido pela Fifa é escancaradamente comercial e movimenta bilhões de dólares. Daí por que vários países disputam acirradamente a chance de sediar uma copa. Atribui-se à competição o crescimento econômico da nação que sedia a competição. Há controvérsias quanto a essa questão. Para muitos analistas, os lucros colhidos com o evento desaparecem logo e sobram apenas as contas deixadas pelas obras colossais exigidas pela Fifa. O Brasil que o diga. Não há, porém, como ignorar o efeito de uma competição como a Copa do Mundo, principalmente numa nação que tem um povo tão apaixonado pelo futebol. Como em outros casos, a história do surgimento do esporte mais popular no País é cercada de muitas controvérsias. A versão mais aceita é que o futebol chegou ao Brasil graças ao imigrante inglês Charles William Miller, em 1894. Naquela época, a prática do esporte era restrita apenas à elite. Com o passar dos anos, acontecia a democratização do futebol nos principais estados. Agora, mais uma vez, a Seleção Brasileira chega com uma das favoritas ao título, mas, com a globalização, há cada vez mais equilíbrio entre as equipes. Quando a bola rolar, principalmente na quinta-feira, dia da estreia do Brasil na competição, boa parte dos brasileiros vai esquecer por um tempo as mazelas do País e vibrar com sua seleção. Nessa hora, até mesmo o cidadão mais excluído, que vive nos rincões mais distantes, se sente parte desta nação.

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