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Nº 5715
Opinião

Números alarmantes .

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Por Editorial | Edição do dia 24/11/2022 - Matéria atualizada em 24/11/2022 às 04h00

Um novo relatório da ONU divulgado ontem mostra que 81,1 mil mulheres foram assassinadas em todo o mundo no ano de 2021. Desse total, 56% foram mortas pelo marido, parceiro ou outro membro da família. São números alarmantes sobre o feminicídio no mundo.

O estudo mostra que, apesar de a maioria dos homicídios no mundo serem cometidos contra homens (81%), as mulheres são desproporcionalmente afetadas pelos assassinatos na esfera privada. Enquanto 56% dos homicídios de mulheres foram cometidos pelos parceiros ou membros da família, apenas 11% dos homicídios de homens ocorreram nessas circunstâncias. Segundo os dados da ONU, em 2021 mais de cinco mulheres foram mortas por hora por um familiar. Os departamentos das Nações Unidas para as Mulheres e para o Crime consideram esses números “elevados e alarmantes”, especialmente se for levado em conta que o número real de assassinatos é, provavelmente, muito superior. No Brasil, o estudo mais recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre feminicídios mostra que, em 2021, uma mulher era assassinada, em média, a cada sete horas no país, só pelo fato de ser mulher. Alagoas figura como o 6º Estado do Nordeste com mais casos de feminicídios quando somados os dois últimos dois anos, segundo o 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em junho deste ano. Conforme o anuário, Alagoas registrou 35 casos de feminicídios em 2020, enquanto que em 2021 o Estado somou 25 ocorrências, uma diminuição de 28,5%. Em termos de legislação, o Brasil dispõe de dispositivos avançados para combater a violência contra a mulher. Já são 16 anos da Lei Maria da Penha e sete anos da tipificação do feminicídio no Código Penal. Mesmo assim, os númros são altos. Ativistas e especialistas defendem que a resposta ao problema do feminicídio deve passar por mais legislação e políticas contra as causas da violência baseada no gênero, assim como pelo investimento dos governos em serviços públicos que digam respeito a essa área. Ou seja, é preciso não apenas punir os agressores, mas também combater as causas desse tipo de violência.

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