app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5718
Opinião

consciência vacinal .

.

Por Editorial | Edição do dia 01/12/2022 - Matéria atualizada em 01/12/2022 às 04h00

A Procuradoria-geral da República e o Ministério da Saúde assinaram ontem o Pacto Nacional pela Consciência Vacinal, proposto pelo Conselho Nacional do Ministério Público. As autoridades se comprometeram a atuar de forma coordenada e em todo país, em defesa da retomada de índices seguros e homogêneos de cobertura vacinal no Brasil.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde, houve “preocupante diminuição da cobertura vacinal no Brasil de 2013 para cá, com impactos severos e potencializadores de alto risco à vacinação infantil, especialmente à poliomielite. Os índices apontam ”riscos reais de reintrodução e aumento de doenças já erradicadas ou controladas, como a poliomielite e o sarampo". Ainda segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal completa contra a poliomielite em 2021 atingiu apenas 69,26% do público-alvo. Em 2013, por outro lado, a taxa foi de 100%. A vacina tríplice viral, contra as doenças do sarampo, caxumba e rubéola, aplicada em 2021 foi em 72,93% do público-alvo, referente à primeira dose, e de 51,25 em relação à segunda. Em 2013, o valor da primeira dose atingiu os 100%, o da segunda dose chegou a 68,87%. O Programa Nacional de Imunização (PNI) é referência mundial. O Brasil foi pioneiro na incorporação de diversas vacinas no calendário do Sistema Único do Saúde (SUS) e é um dos poucos países no mundo que ofertam de maneira universal um rol extenso e abrangente de imunobiológicos. Porém, a alta taxa de cobertura, que sempre foi sua principal característica, vem caindo nos últimos anos, conforme demonstra o quadro na página ao lado, colocando em alerta especialistas e profissionais da área. Médicos das áreas de pediatria, infectologia, epidemiologia e saúde coletiva temem que, se esse quadro de baixa vacinação for mantido, o País poderá assistir a novas catástrofes sanitárias, com o ressurgimento de epidemias que eram comuns no passado. É preciso, pois, agir rápido para que o Brasil não volte a ser aquele país tomado por diversas epidemias que hoje são facilmente preveníveis graças às vacinas.

Mais matérias
desta edição