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Opinião

Integração .

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Terminou ontem, em Montevidéu, no Uruguai, a 61ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. O Brasil foi representado pelo vice-presidente Hamilton Mourão, além do ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Ao fim do evento, a Argentina assumiu a presidência pro tempore do bloco para o próximo semestre.

Esta edição da cúpula foi marcada por divergências comerciais envolvendo os integrantes do bloco, especialmente após a manifestação, por parte do governo uruguaio, sobre o desejo de assinar tratados de livre comércio fora do Mercosul. O Mercosul é considerada a maior iniciativa de integração regional da América Latina, respondendo por dois terços do território, população e Produto Interno Bruto (PIB) da região. As trocas entre os países do bloco somaram US$ 40,6 bilhões, em 2021. Já o intercâmbio comercial do Mercosul com os demais países, em 2021, foi de US$ 598 bilhões. O bloco teve origem em 1991, quando os então presidentes do Brasil, Fernando Collor; da Argentina, Carlos Menem; do Uruguai, Luis Alberto Lacalle; e do Paraguai, Andrés Rodríguez, assinaram o Tratado de Assunção, com o objetivo de integrar os Estados Partes por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivo, adoção de uma política comercial comum, da coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e da harmonização de legislações nas áreas pertencentes. Não há dúvidas de que o Mercosul foi um grande passo para a integração latino-americana, mas ainda há muita coisa a ser feita para que o bloco tenha mais peso em um mundo globalizado. É preciso, por exemplo, dar mais atenção à infraestrutura e à integração com outros blocos comerciais. Além disso, discrepância no tamanho dos países, disputas comerciais, crises econômicas e turbulências políticas impedem avanços maiores, especialmente na área econômica. O Mercosul tornou-se um elemento-chave desse processo de integração sul-americana. Precisa, entretanto, mostrar capacidade de adaptar-se a um ambiente internacional altamente dinâmico e competitivo. Além disso, deve buscar não apenas a coexistência pacífica entre seus membros, mas também uma solidariedade regional que ajude a superar as crises internas.

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