Opinião
Dezembro laranja: mês da conscientização sobre o câncer de pele
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Dezembro Laranja foi instituído pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com o intuito de mostrar a importância da prevenção do câncer de pele, que é o tumor de maior incidência no Brasil.
A exposição solar excessiva, sem proteção, pode provocar alterações celulares, levando ao desenvolvimento da doença, sendo que as pessoas mais propensas são aquelas de pele clara, com pintas e manchas, acima dos 60 anos, que se expôs muito ao sol ou tem histórico de câncer na família. Este tipo de câncer pode ser dividido em melanoma e não melanoma, sendo os mais frequentes o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, menos agressivos, mas que podem causar lesões funcionais e estéticas.
O basocelular, mais comum na população brasileira, costuma apresentar áreas com protuberância, com borda mais elevada e cor mais avermelhada, com pequenos vasos de sangue. Já o espinocelular, segundo mais frequente, é mais agressivo que o outro e tem como característica aparência endurecida, ou seja, uma úlcera parecida com um machucado que não cicatriza.
O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar, mas é importante estar sempre atento há alguns sintomas, como uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
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Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 185,6 mil novos casos de câncer de pele em 2022. O não melanoma é o mais incidente no país, responsável por 31,3% do total de casos estimados para os próximos três anos.
Uma das importantes proteções é o uso de protetor solar todos os dias para bloquear o impacto dos raios ultravioletas, principalmente no verão, mas indispensável em outras estações também. O uso do protetor não se limita aos adultos, sendo fundamental começar desde cedo, ainda na infância. Mesmo que a pele negra tenha mais melanina presente nas camadas dérmicas, não pode deixar o uso de lado. Importante conferir se o Fator de Proteção Solar (FPS) atende às necessidades da sua pele e seguir as especificações do fabricante, reaplicando-o nos prazos indicados.
Evitar a exposição excessiva à radiação solar também é um fator importante, principalmente entre 10h e 16h, assim como adotar medidas simples de proteção, como o uso de filtro solar, boné e chapéu. Caso haja histórico na família é fundamental o acompanhamento anual com um dermatologista, que ajudará a monitorar as manchas e sinais que podem identificar a presença da doença.
Os tratamentos variam de acordo com cada caso. É importante o diagnóstico precoce, pois aumentará a chance de recuperação, evitando que o paciente tenha que realizar tratamentos mais intensos, como a quimioterapia, terapia alvo e/ou imunoterapia.
É fundamental reforçar a importância deste mês, já que vivemos num país tropical e estamos nos aproximando do verão. Visite um médico caso note o aparecimento de novas pintas ou transformações nas já existentes. Ah, e use e abuse do protetor solar, especialmente nesta época!