Opinião
pacto de paz .
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A Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP15), realizada no Canadá, alcançou, ontem um acordo histórico, que visa impedir a destruição da biodiversidade e os seus recursos e oferece o desbloqueio de ajuda financeira para evitar a extinção das espécies.
Os países concordaram com um roteiro visando, em particular, proteger 30% do planeta até 2030 e libertar 30 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros) em ajuda anual à conservação para os países em desenvolvimento. Esse pacto de paz com a natureza, chamado "Acordo de Kunming-Montreal" visa proteger terras, oceanos e espécies da poluição, degradação e crise climática. Os países participantes concordaram em preservar um terço da natureza do planeta até 2030. Além de metas para a proteção de ecossistemas vitais, como florestas tropicais e pântanos, e os direitos dos povos indígenas. O texto adotado inclui várias metas importantes que enquadram as ações a serem tomadas agora para deter a perda desenfreada de biodiversidade, como será o financiamento e como o progresso será monitorado e relatado. A biodiversidade está relacionada a todos os seres vivos e à maneira como estão conectados em uma complexa teia de vida que sustenta o planeta. Há tempos que os cientistas vêm alertando que, com a perda de florestas em taxas sem precedentes e os oceanos sob pressão da poluição, os humanos estão empurrando a Terra para além dos limites seguros. Isso inclui o aumento do risco de doenças, como SARs CoV-2, Ebola e HIV, que se espalham de animais selvagens para populações humanas. Para os especialistas, apesar de ainda não ser o ideal, o acordo é um momento histórico de reconhecimento dessa verdade e um momento que, se respondido com as ações previstas, pode definir um rumo para um futuro próspero em um planeta saudável, que não deixa ninguém para trás. Pelo menos aparentemente, a comunidade global se uniu e concordou com um caminho ambicioso. Entretanto, é preciso passar do campo das intenções para o campo das ações. No que diz respeito à preservação da natureza, o mundo vive hoje uma corrida contra o tempo.