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Natal do Z�

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MARCOS DAVI MELO* Nesta época do ano, Natal e ano-novo, as pessoas ficam um pouco mais sensíveis e solidárias. Um pouco mais abertas ao padecimento dos outros seres humanos. Dão presentes, fazem pequenas doações, às vezes uma roupa ou um sapato usados. Lembram-se de conhecidos e parentes que no resto do ano são esquecidos. Enfim, tornam-se um pouco mais humanas. Quando passa o período, as próprias dificuldades e adversidades da vida fazem com que todos precisem se voltar para os seus interesses pessoais ou mesmo para as suas sobrevivências e tudo volta ao normal. Poucos são aqueles que no dia-a-dia conseguem se desligar um pouco de seus interesses para se preocupar com os outros. Isto seria uma virtude em qualquer época ou lugar. Este espírito solidário permanente pode receber muitos nomes, mas poucos são aqueles ungidos por este sentimento. Shiler afirmava que existiam apenas duas virtudes reais no ser humano: a bondade e a grandeza e dificilmente elas coexistiriam na mesma pessoa. Um empresário alagoano pratica de forma concreta a bondade há bastante tempo. Entre outras realizações liderou o grupo de empresários que iniciou a construção das instalações dos aparelhos de radioterapia da Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Depois disto, mesmo adoentado, não se apequenou, muito pelo contrário, a adversidade agigantou-o ainda mais e promoveu a construção da Casa de Apoio Lenita Quintella Villela. Nessa terça-feira, dia 21, comemoramos o primeiro Natal da Casa de Apoio; em pouco mais de 5 meses de funcionamento, lá já foram abrigados 96 pacientes carentes portadores de câncer do interior do Estado, que fizeram todo o seu tratamento e tiveram perspectiva de viver graças ao apoio ali recebido. Lá estavam as voluntárias da Rede Feminina de Combate ao Câncer (um grupo de senhoras que pratica a solidariedade durante todos os dias do ano ), os membros do Conselho Diretor da Casa de Apoio, dirigentes do hospital, médicos e visitantes. Foi uma festa alegre, descontraída e emocionante. As voluntárias e os pacientes fizeram algumas homenagens, singelas, mas tocantes; entre elas a mais importante foi ao empresário que concretizou aquela obra. Dois pacientes muito humildes, lá do alto Sertão, se abraçaram demoradamente com o seu benfeitor, o Zé Aprígio Villela, o beijaram e, vibrando, agradeceram em nome de todos os beneficiados. Ortega e Gasset afirmava: ?A virtude do menino é o desejo e seu papel, sonhar. Mas, a virtude do homem é querer, e seu papel, realizar?. Este Natal é o Natal do Zé, este realizador de sonhos. Este homem exemplar, que é possuído pelo espírito natalino em todos os dias do ano. (*) É MÉDICO

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