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Nº 5712
Opinião

trânsito violento .

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Por Editorial | Edição do dia 27/12/2022 - Matéria atualizada em 27/12/2022 às 04h00

Reportagem publicada na edição de hoje da Gazeta de Alagoas traz uma informação assustadora: entre sexta-feira e domingo, 14 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito em Alagoas. A vítima mais nova era uma criança de um ano de idade. Os acidentes ocorreram em 12 cidades do Estado.

A violência no trânsito infelizmente é uma realidade muito comum no Brasil. De acordo com um levantamento da ONU, somos o quinto país com o trânsito mais violento do mundo. São mais de 200 mortes para cada 100 mil veículos. Além da perda de vida, há a questão econômica. Estima-se que as ocorrências representem um prejuízo de R$ 11 bilhões aos cofres públicos, além de outros R$ 7,7 bilhões de gastos com o tratamento dos feridos. O cálculo inclui gastos com saúde e previdência, além dos ganhos potenciais das vítimas ao longo da vida. Cerca de 180 mil pessoas foram internadas nos hospitais brasileiros devido a ocorrências de trânsito, no ano de 2017, com impacto orçamentário de aproximadamente R$ 260 milhões. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o combate à velocidade excessiva como medida fundamental na busca por cidades seguras, saudáveis e sustentáveis. As medidas recomendadas pela OMS incluem estabelecer limites de velocidade adequados à função de cada via; aplicar limites de velocidade por meio da utilização de controles manuais e automatizados; conscientizar sobre os perigos da velocidade. Outro problema grave é a combinação álcool e direção. É preciso ressaltar que cerca de 95% dos acidentes são causados por falha humana ou falha mecânica por falta de manutenção, o que também não deixa de ser uma falha humana do condutor. É necessário, portanto, mudar a cultura atual do trânsito. Isso pode ser feito por mais campanhas educativas, desde os primeiros anos da vida escolar, preparação melhor dos condutores e intensificação das fiscalizações. Uma política eficaz de redução de acidentes deve incluir estradas bem conservadas e sinalizadas, leis eficazes, fiscalização rigorosa e melhor preparação dos condutores, além da educação para o trânsito desde as séries iniciais.

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