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Nº 5717
Opinião

Vigil�ncia prec�ria

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Ricardo Costa, acaba de admitir, publicamente, que o País não dispõe de um eficiente sistema de vigilância sanitária. E um estudo desenvolvido pela própria Funasa, cujos resultados publicamos onte

Por | Edição do dia 25/04/2002 - Matéria atualizada em 25/04/2002 às 00h00

O presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Mauro Ricardo Costa, acaba de admitir, publicamente, que o País não dispõe de um eficiente sistema de vigilância sanitária. E um estudo desenvolvido pela própria Funasa, cujos resultados publicamos ontem, atesta a precariedade nos programas de controle de doenças como a meningite, o tétano neonatal, a raiva humana e a dengue. A Nação tomou conhecimento do mea-culpa do governo federal em relação aos programas de prevenção e combate às endemias e epidemias, logo após a Câmara derrubar a medida provisória que criava a Agência Federal de Prevenção e Controle de Doenças (PEC) em substituição à Funasa, depois de um acordo com a bancada governista para que o assunto passe a ser apreciado como projeto de lei. Para o dirigente da Funasa, as ações contra as doenças ficarão prejudicadas porque “não será possível estruturar as atividades com a rapidez necessária para reagir aos surtos. Não há pessoas com a capacidade adequada em número suficiente para as funções.” Segundo a Agência Folha informou, baseada em declarações de Mauro Costa, com a criação da Apec, que teria 3 mil funcionários, os cerca de 30 mil trabalhadores da Funasa seriam realocados dentro do governo. E a longo prazo, o pessoal descentralizado seria incorporado pelos Estados e municípios. O novo órgão aproveitaria alguns funcionários da Funasa, mas recorreria ao mercado para contratar especialistas de nível superior com salários competitivos. Questões como esta não podem ser tratadas às pressas. As discussões sobre essa nova agência necessitam de amplas e demoradas discussões, inclusive com o segmento dos servidores públicos. O governo teve recursos e tempo suficientes para melhorar os serviços nos vários setores da administração pública, principalmente os realizados pelos órgãos ligados ao Ministério da Saúde. Faltou tratar a saúde pública com a devida prioridade. Começando com a valorização dos recursos humanos.

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