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Nº 5718
Opinião

O que é preciso para franquear um negócio?

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Por Renato Claro - sócio fundador da Kick-Off Consultores | Edição do dia 12/01/2023 - Matéria atualizada em 12/01/2023 às 04h00

Sempre que alguém pensa em franquear um negócio, precisamos fazer uma análise de viabilidade chamada “análise de franqueabilidade”, onde focamos em alguns pré-requisitos tanto para o negócio quanto para o candidato a franqueador. A começar pela arquitetura de preços - todo produto ou serviço tem seu preço de mercado.

O importante é se este preço de venda permite o pagamento de royalties e outras taxas comuns do mercado de franquias sem inviabilizar o franqueado. É preciso considerar também a possibilidade de transferência de know-how, já que franquias são negócios que deram certo, transformados em processos para possibilitar sua replicação. Quando falamos de cultura de gestão e controle, significa que o franqueado deve renunciar a certo controle, afinal, um franqueado não recebe ordens. A disponibilidade de capital é um dos motivos para se optar pela expansão via franquia e a falta de capital para expansão própria. Ressalto ainda que a disponibilidade de capital, para expandir via franquias exige capital para financiar a franqueadora até sua maturidade, isto implica a manter uma equipe suficiente para vender franquias, implantar e dar suportes aos franqueados. Uma franqueadora é um negócio de gestão de cultura e pessoas, independente do produto ou serviço que vende. Mais do que saber produzir, distribuir e vender um produto, o candidato a franqueador deve estar preparado para liderar um grupo de empreendedores que não são seus subordinados. O que motiva o franqueado a pagar royalties a longo prazo e até mesmo renovar contrato, é a geração de valor. É uma cultura de prestação de serviços, inovação e geração constante de valor pelo franqueador para a rede franqueada. Sem isso, a rede perde a coesão no tempo. Além das pontuações previamente citadas acima, há condições formais a serem observadas, principalmente as definidas na Lei 13.966/2019, a Lei do Franchising. Dentre estas, destaco a necessidade de o negócio existir há pelo menos 2 anos, a existência de contratos por escrito e a divulgação de informações sobre a franqueadora e a franquia através da Circular de Oferta de Franquia. Então, avaliar se um negócio pode ou não se tornar franquia é um processo que considera, além de questões objetivas, a cultura do candidato a franqueador e suas estratégias de negócio.

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