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Opinião

MORADIA DIGNA .

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De acordo com dados do Serviço Geológico do Brasil, o País tem 3,9 milhões de pessoas que vivem em 13.297 áreas de risco. Dessas, quatro mil localidades são classificadas como de “risco muito alto”, de deslizamentos e inundações, por exemplo. Já o número de áreas classificadas como de “risco alto” é de 9.291.

O fato é que o Brasil enfrenta um deficit habitacional configurado tanto pela falta de casas quanto pela precariedade daquelas que já existem, muitas delas construídas em áreas de risco, como morros, encostas e grotas. São em geral imóveis erguidos pelos próprios moradores, sem o mínimo acompanhamento técnico. Alagoas não é exceção. Reportagem publicada no ano passado pela Gazeta de Alagoas alertava para o aumento das submoradias. A crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus fez aumentar o desemprego. Sem condições de pagar aluguel, a maioria das famílias de desempregados passou à condição de vulnerabilidade, buscou alternativas de moradia nas grotas, favelas e aumentou a população nas outras áreas críticas. Especialistas afirmam que a principal solução para o problema é a construção de moradia digna, barata e segura para o segmento de baixa renda - um desafio que o Brasil está longe de resolver. É preciso trabalhar não apenas a infraestrutura física dos bairros que vão receber as novas casas, mas também a questão social. Outros pontos apontados pelos especialistas são a regularização fundiária de favelas em terras centrais e a destinação de terras públicas da união para a construção de moradias populares.

O poder público precisa ter um leque de alternativas, de políticas habitacionais para diferentes níveis de renda, para evitar que as pessoas ocupem locais que não são apropriados para habitação. Além disso, as habitações devem ser o mais próximo possível dos centros urbanos, em áreas providas de infraestrutura. O problema de moradia no Brasil precisa de soluções políticas e sociais. Resolver esse grave obstáculo não é um projeto de curto prazo, mas é necessário que medidas mais urgentes sejam tomadas.

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