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NISE DA SILVEIRA EM BEBEDOURO... .

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Alguns caminhos em Bebedouro foram percorridos e vividos por Nise da Silveira, que viveu parte de sua infância naquele bairro.

Filha de Maria Lídia da Silveira (Dona Nazinha), exímia pianista e do professor e jornalista Faustino da Silveira, Nise nasceu e se fez presente na História da Humanidade. Na “República da Alegria” sua vida floresceu num universo da mais profunda e autêntica manifestação de arte, contribuindo para o despertar dos sentidos. O som do piano tocado por sua mãe nos saraus musicais do bairro retratavam o som da ternura; a arte da comunicação jornalística de seu pai, na profissão que ele exercia, fazia parte da sua construção de vida e a contemplação das manifestações socioculturais de seu tio, o Major Bonifácio da Silveira, fizeram florescer a essência de um ser humano com uma sabedoria existencial incomparável, que desvendaria as barreiras do psiquismo. Há registro jornalístico da realização de um sarau musical na casa dos Silveira, com a presença do maestro Comoletti, a pedido de Faustino, para a comemoração do nascimento de sua filha Nise. Reportando-se a 1917, na Matriz do “Glorioso Santo Antônio” em Bebedouro, constatamos através dos jornais da época, a participação de Nise na comissão de música da igreja, que entoava hinos consagrados à Virgem Maria juntamente com as senhorinhas do bairro, dentre elas, Isaura Lessa, Thereza Nunes Leite, Ana Ether e Lolita Leão.

A vivência cultural de Nise e a amplitude do seu olhar desnudado de intenções e preconceitos a encaminhavam para um universo muito amplo de liberdade de expressão e de tradução da realidade mais profunda contida na arte, a partir da contemplação dos sentimentos reais de seus pacientes psiquiátricos.

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