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Opinião

PREVENÇÃO .

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As chuvas que caíram no litoral norte de São Paulo no fim de semana deixaram pelo menos 40 mortos e quase 2.500 desabrigados e desalojados. O temporal provocou deslizamentos de terra, alagamentos, bloqueio de estradas e afetou o abastecimento de água e energia. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e do Inmet, foi o maior o volume de chuva registrado em 24 horas na história do País.

Situações climáticas extremas como essas estão se tornando cada vez mais evidentes e frequentes e são atribuídas ao aquecimento global. Segundo as Nações Unidas, nas últimas duas décadas, entre 350 e 500 médios a grandes desastres foram registrados por ano, mas os governos estão “fundamentalmente” subestimando seu verdadeiro impacto, de acordo com o relatório. Os eventos vão de queimadas e enchentes à pandemias e acidentes químicos. Ainda de acordo com a ONU, as mudanças climáticas, que resultam em eventos climáticos mais extremos, são a principal causa do aumento das ocorrências. E o que é mais grave: os governos não fazem o suficiente para melhorar o gerenciamento de risco de desastres, o que deixa a humanidade amplamente despreparada para o que está por vir. Há custos humanos e econômicos, e quem mais sofre são os países de renda baixa e média. Em tragédias como essa de São Paulo, fica ainda mais claro a importância do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil tem um papel central na prevenção de desastres. O trabalho começa com o mapeamento das áreas de risco, a localização e constatação de situações que possam culminar em desastres ou acidentes. Entretanto, para isso é preciso que esteja bem equipada, treinada com um contingente adequado. Como os desastres naturais se tornarão cada vez mais intensos, é necessário que o poder público esteja preparado para enfrentá-los. Não se pode simplesmente esperar que as tragédias ocorram para agir. É necessário um trabalho permanente de monitoramento e a adoção de medidas preventivas principalmente para evitar que vidas se percam. Nem tudo pode ser evitado, mas os efeitos podem ser minorados.

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