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Opinião

A IA e a criatividade estão em guerra? .

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Há uma grande e compreensível preocupação entre os profissionais de criação sobre o impacto que os recentes avanços na inteligência artificial (IA) terão nos empregos e na criatividade em geral. Depois de usar o Midjourney - programa de inteligência artificial com o mesmo nome que cria imagens a partir de descrições textuais - para gerar uma imagem de capa para uma matéria na conceituada revista americana The Atlantic, o jornalista Charlie Warzel pediu desculpas à comunidade artística, e jurou nunca mais usar ferramentas de IA. Em seu pedido de desculpas, Warzel disse que criar a imagem foi tão fácil e o resultado tão bom, que ele falhou em pensar adequadamente na repercussão.

Estamos vivendo uma inflexão no avanço da IA, com coisas há pouco tempo consideradas quase impossíveis sendo realizadas semanalmente. As redes de código aberto, como o Whisper, têm modelos tão avançados de transcrição de fala para texto, que conseguem ser quase perfeitos, mesmo em meio a sotaques fortes, fala rápida e fundos ruidosos, o que levou os chatbots para um outro nível. Talvez, o mais impressionante, pelo menos do ponto de vista técnico, é que o Stable Diffusion descobriu como tirar a geração de IA dos grandes modelos baseados em computação de servidor - das plataformas mencionadas acima - e mover o trabalho para o seu dispositivo local. Nenhum deles é perfeito, mas não se engane: eles continuarão avançando rapidamente. Este não é um aviso catastrófico. É uma chamada para repensar o que é possível. Há uma longa história de parcerias humano-tecnologia que, acredito, nos mostram um futuro mais provável. Por mais de um século, o automóvel - um avanço tecnológico verdadeiramente incrível - foi essencialmente inútil sem um motorista humano. Embora bilhões de dólares tenham sido investidos recentemente no desenvolvimento de veículos autônomos, a complexidade da criação de novas leis, a ética de introduzir carros sem motorista em ruas cheias de gente e o fato de que muitas pessoas gostam de dirigir seus carros provam que ainda estamos muito longe de uma realidade totalmente autônoma. Portanto, a questão para nós, como indústria, não é “Como regulamos a tecnologia de IA na criatividade para proteger as formas como costumávamos trabalhar?”. Em vez disso, a pergunta é “Como podemos usar a tecnologia emergente de IA para criar campos de trabalho totalmente novos, que adicionam maior impacto aos nossos clientes?” O futuro está chegando rapidamente. Para aqueles que optam por abraçá-lo, existe um mundo de oportunidades pela frente.

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