loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

CULTURA DE ÓDIO .

.

Ouvir
Compartilhar

Levantamento feito pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, mostra que, nos últimos 22 anos, o Brasil acumula 24 ataques em escolas. O caso mais recente ocorreu ontem, quando um homem invadiu uma creche em Blumenau (SC) e matou quatro crianças com um machado. Pouco mais de uma semana atrás, em São Paulo, um adolescente de 13 anos matou uma professora de 71 anos após atacar uma escola estadual.

Os ataques a escola também foram tema de um relatório entregue ao governo de transição no final do ano passado. Além dos ataques efetivamente realizados, o documento mostra os atentados evitados. O padrão aqui também revela um forte aumento da frequência em anos recentes. Os casos mais recentes causaram grande comoção no País e provocaram reação das autoridades. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai assinar a criação de um grupo de trabalho interministerial para propor ações de promoção à cultura de paz e combate à violência na sociedade. A maior disseminação de conteúdo extremista nas redes sociais e em fóruns secretos da internet é um dos fatores apontados por especialistas para o aumento de ataques em escolas brasileiras. Segundo os pesquisadores, os agressores são em geral jovens (10 a 25 anos), do sexo masculino. E muitos deles são vítimas de bullying na escola, possuem características de isolamento social e indícios de transtornos mentais não diagnosticados ou acompanhados. Eles se articulam em comunidades online onde há incentivo à violência, à misoginia, e em plataformas de fácil acesso na internet. Para especialistas, as escolas podem contribuir no combate ao extremismo entre os jovens não apenas identificando comportamentos que ensejem atenção, mas também discutindo aquilo que dá origem à revolta dos estudantes. Não se pode jogar sobre a escola a responsabilidade de resolver os crimes de ódio. Isso é papel do Estado, por meio de políticas públicas. Porém, esse tema deve ser levada para a sala de aula para discussão e debate entre alunos, pais e professores, afim de fomentar uma cultura de paz.

Relacionadas