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O IBGE trouxe ontem notícias alvissareiras para a economia brasileira. O IPCA – índice oficial da inflação no Brasil – registrou uma alta de 0,71% em março, abaixo dos 0,84% de fevereiro. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,65%, que significa uma queda considerável em comparação com o resultado do mês interior, quando se registrou uma inflação de 5,60%. O resultado é o menor desde janeiro de 2021, quando a inflação registrou índice de 4,56% no acumulado de 12 meses.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a variação da cesta de compras das famílias com renda até cinco salários mínimos, ficou em 0,64% no mês de março. O percentual representa uma desaceleração em relação a fevereiro, quando atingiu 0,77%. O INPC acumula no ano elevação de 1,88% e, nos últimos 12 meses, de 4,36%. Esse resultado é menor do que os 5,47% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2022, a taxa tinha ficado em 1,71%. Os dados foram divulgados hoje (11), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números tiveram impacto imediato no mercado financeiro, que reagiu de forma positiva. No começo do dia, o dólar abriu em queda, sendo cotado abaixo dos R$ 5, e a bolsa de valores a índice de 104,6 mil pontos, após chegar aos 105 mil na abertura. Os dois índices mostram que a inflação, apesar de ainda estar alta, vem mantendo um movimento de queda a cada mês. O maior impacto nos índices de inflação ocorreram no grupo dos combustíveis. A expectativa agora é para ver se a inflação de serviços segue esfriando, o pode dar indicações importantes para o Banco Central iniciar a queda na taxa de juros. Trata-se de um dos grandes debates enfrentados pelo governo Lula em seus 100 primeiros dias de mandato. O presidente insiste, com razão, que a taxa de juros está em níveis muito elevados, o que trava o crescimento. Espera-se agora que os números da inflação continuem em queda, e o Banco Central possa começar a afrouxar a política monetária.

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