Opinião
ESTABILIDADE .
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Dados do IBGE divulgados ontem mostram que a taxa de desemprego do trimestre finalizado em abril deste ano (8,5%) é a menor para o período desde 2015, quando o indicador havia ficado em 8,1%. Na comparação com o ano passado, por exemplo, houve uma queda de 2 pontos percentuais, já que a taxa do trimestre encerrado em abril de 2022 foi de 10,5%. O contingente de pessoas desempregadas se manteve estável, em 9,1 milhões de pessoas.
A chamada população subutilizada, aquela que está desocupada ou que poderia trabalhar mais do que trabalha, teve uma redução de 2,5% em relação ao trimestre anterior. Já população desalentada, formada por aqueles que gostariam de trabalhar e estavam disponíveis, mas não buscaram trabalho por vários motivos, ficou 4,8% a menos do que no trimestre anterior e 15,3% a menos do que no ano passado. Os empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (que não fazem trabalho doméstico) ficou em 36,8 milhões, estável ante trimestre anterior e 4,4% superior (mais 1,6 milhão de pessoas) ante o ano anterior. Para economistas, essa estabilidade é diferente do que se costuma registrar para este período. O padrão sazonal do trimestre móvel fevereiro-março-abril é de aumento da taxa de desocupação, por meio de uma maior população desocupada, o que não ocorreu desta vez. Todas as posições na ocupação mostraram estabilidade em relação ao trimestre anterior. Já na comparação com o mesmo período de 2022, houve aumento em todas as posições. Os números mostram que o desemprego ainda está elevado, mas há alguns sinais positivos nas estatísticas. O País ainda está se recuperando dos efeitos nefastos da pandemia do novo coronavírus para o setor produtivo, que provocou interrupção e encerramento de muitos negócios e, consequentemente, também de postos de trabalho. Aos poucos, o mercado voltou a contratar, mas ainda não no ritmo necessário para uma retomada plena da economia. Espera-se que, com o novo arcabouço fiscal e a possível aprovação da tão sonhada reforma tributária, a economia brasileira possa crescer num ritmo maior.