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Opinião

LONGE DE CASA .

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Ontem, em todo o mundo, foi celebrado o Dia do Refugiado. A data foi fixada no ano 2000, com o objetivo de realçar a coragem, os direitos, as necessidades e a resiliência das pessoas nessa condição. Este ano, o foco das celebrações é o poder da inclusão e as soluções para os refugiados.

Sob o lema “Esperança longe de casa. Um mundo onde os refugiados são sempre incluídos”, a comunidade internacional e o Acnur querem incluir os refugiados nas comunidades onde encontraram segurança, depois de fugirem de seu país. O mundo tem assistido, nos últimos anos, ao maior fluxo de pessoas que são obrigadas a abandonar sua terra por causa de conflitos, violência, pobreza e alterações climáticas. Segundo dados a ONU, só no ano passado houve mais 19,1 milhões de refugiados do que em 2021, atingindo número histórico, com graves consequências para os direitos humanos. Conflitos como o da Ucrânia e outras crises levaram a um recorde de deslocados em 2022 e 2023, elevando a urgência de ação imediata e coletiva para aliviar causas e impactos do fenômeno. De acordo com o relatório anual do Acnur, denominado Tendências Globais das Deslocações Forçadas 2022, o número de pessoas deslocadas por guerras, perseguições, violência e violações dos direitos humanos chegou a 108,4 milhões em 2022, um recorde, tendo sido contabilizados mais 19,1 milhões do que no ano anterior. Do total global de deslocados no ano passado, 35,3 milhões eram refugiados e 58%, ou seja, 62,5 milhões de pessoas, eram deslocadas internas devido a conflitos, violência e eventos relacionados com a crise do clima. A guerra na Ucrânia foi o principal fator de deslocamentos em 2022. Para a ONU, acolher e proteger as pessoas forçadas a fugir deve ser uma responsabilidade global. Nesse aspecto, o Brasil sempre se mostrou uma nação solidária, que se transformou numa nova pátria para milhões de pessoas de diferentes partes do mundo. Entretanto, nem sempre é fácil garantir esse acolhimento diante de tendas carências enfrentadas por boa parte da própria população brasileira. Por isso, é preciso que a comunidade internacional se engaje nessa corrente de solidariedade.

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