Opinião
O MELHOR LUGAR PARA SE VIVER .
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Temos, oficialmente, 205 anos de história. Alagoas é um estado nordestino que, por séculos, tem convivido com a seca, com a falta do olhar do Estado brasileiro e com a falta de perspectiva. Mas isso tem mudado para melhor, graças a Deus, ao povo alagoano e ao governo do Estado, nos últimos anos.
Vamos analisar a construção de um índice de qualidade de vida de um estado com base em uma série de variáveis, com critérios bem claros e justos. Neste sentido, proponho que revisitemos alguns dados e indicadores em que Alagoas apresentou avanços reais.
Antes, quero destacar que existe um ranking nacional divulgado todos os anos pelo Centro de Liderança Pública (CLP), com o objetivo de orientar os líderes políticos, e no qual os estados são avaliados em 10 pilares.
No ranking do CLP, Alagoas amargou, até o ano de 2017, a 24º posição. Mas atualmente ocupa a 14º posição geral, sendo o 3º melhor estado do Nordeste.
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Dentro dos pilares avaliados, somos o estado com a 1ª posição do Nordeste e a 3ª nacional em solidez fiscal, – condição fundamental para o crescimento sustentado de longo prazo de um ente federativo, segundo o próprio CLP –, premissa de que não abro mão. Somos também o 2º lugar do Nordeste em segurança pública o 1º lugar no País em qualidade de informação sobre criminalidade.
Indicadores de qualidade de vida abordados em recente matéria nacional, que utilizou a mesma base de dados apontam que avançamos do último lugar (27º) para o 24º no Brasil, em relação ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Educação – calculado a partir da quantidade média de anos de estudo de uma população, de 2015 a 2021 (Atlas Brasil – PNUD).
Analisando o desdobramento dos dados, Alagoas conseguiu acelerar a redução do analfabetismo para pessoas de 15 anos ou mais de idade, de 2016 a 2021, diminuindo em 4,68 pontos percentuais, enquanto que no Brasil essa redução foi de 1,62%. Destaco também para o programa Vem Que Dá Tempo, que até junho de 2023 certificou aproximadamente 45 mil pessoas no ensino fundamental, superando a série histórica de 2 mil certificações por ano.
Segundo o PNUD, em anos de estudo no estado de Alagoas a média subiu 1,23 ano, também superior à média nacional, que foi de 0,78 ano.
Uma das questões que mais influenciam na avaliação da qualidade do ensino é a frequência escolar, ponto onde Alagoas se destaca, sendo o estado que mais cresceu na Frequência Líquida do Ensino Médio, entre 2020 e 2021. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – medido em três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda – demonstra o crescimento na frequência escolar, passando de 26º para 18º lugar.
Além disso, o Estado tem assumido o compromisso de investimento em educação básica, que pela Constituição Federal é obrigação dos municípios. Já são 41 creches Cria entregues, que demonstram nosso foco no sistema educacional desde a base.
Sobre a população em situação de pobreza, segundo o PNAD, Alagoas apresentou uma redução de aproximadamente 7%, de 2018 para 2022, em que pese todos os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19 e a ausência de repasse de recursos pelo Governo Federal nos 4 anos do governo Bolsonaro.
Na área do combate à pobreza extrema, o Governo de Alagoas foi referência para o novo Governo Federal, por meio do programa Criança Alagoana (Cria), que transfere R$ 150 por mês para mais de 150 mil gestantes e mães de filhos com até 6 anos. O Estado também manteve, com recursos próprios, a continuidade do Programa do Leite, abrangendo cerca de 90 mil beneficiários.
Já na Segurança Pública, os dados fornecidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nos permitem realizar uma análise sobre o panorama da violência letal em Alagoas. No período de 2015-2021, o índice de mortes violentas por 100 mil habitantes recuou de 49,5 para 31,8.
Em 2021, o estado apresentou um índice de mortes violentas inferior ao de seus principais vizinhos. Fica evidente o esforço em promover a segurança em Alagoas. Ocupamos a 14ª posição no ranking dos estados que mais investem nessa área no país; à frente até mesmo de São Paulo.
Conforme apontado pelo Anuário de Segurança Pública, destaca-se que, no ano de 2021, os investimentos em segurança no estado de Alagoas foram R$ 419,96 per capita, enquanto a média do Nordeste foi R$ 362,60.
Com base nesses dados, o Programa das Nações Unidas (PNUD) revelou que Alagoas saiu da amarga última posição do Ranking Geral do IDH, atingindo o índice de 0,712 (descontando o período Covid-19), que posiciona Alagoas no patamar de índice elevado (0,700 - 0,799) dentro da classificação da instituição internacional.
Por fim, ressalto que o ciclo de fóruns regionais e oficinas que foram realizadas para a formulação do Plano Plurianual para 2024-2027, demonstram que o Governo ampliou o diálogo com os cidadãos e atores da sociedade, reconhecendo que as políticas públicas dependem de um ciclo de implementação para avaliação, maturação e análise dos resultados.
Melhoramos na educação, na saúde, na segurança pública e no combate à pobreza. Agora já vemos um resgate também da autoestima do alagoano. Estamos mostrando que vivemos e cuidamos do nosso lugar, porque o melhor lugar para se viver é o nosso!