loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Esgotamento no trabalho: é preciso mitigar para crescer

.

Ouvir
Compartilhar

Segundo uma pesquisa conduzida pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), houve um aumento de 34% no investimento médio em treinamentos em 2022, resultando em uma média de gastos anuais de R$ 1.012,00 por colaborador.

Mas será que a evolução (principalmente) das hard skills dos colaboradores é realmente a única saída para melhorar a performance no trabalho? A resposta não é tão simples quanto parece. A transformação digital sem dúvidas trouxe benefícios tanto na vida pessoal como no trabalho. Muitas regras que orientavam o progresso dos negócios na era pré-digital não se aplicam mais, o que justifica uma atualização da força de trabalho. Empresas que investem no “desenvolvimento do material humano” saem na frente. Mas a que preço? Uma reflexão que tenho feito é que não apenas treinamentos, pesquisas de clima e até oferecer aumento na remuneração e nos benefícios se traduzem no crescimento da produtividade. O mais importante é olhar de uma maneira mais profunda para dentro de cada colaborador, prestando atenção nas suas emoções. De acordo com a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com esgotamento físico e psicológico, o que corresponde a mais de 26 milhões de indivíduos.

O conceito de esgotamento está relacionado ao cansaço, que pode ser dividido em três níveis: alerta, reestruturação e, por último, esgotamento. Essa última fase ocorre quando a pessoa começa a ter pensamentos negativos, falta de sono, ansiedade e irritabilidade, além de experimentar sintomas físicos, como dores nos ombros, enxaqueca, alergias e gastrite.

Em tempos de WhatsApp e home office, a realidade profissional transcende (cada vez mais) a pessoal, sendo difícil discernir entre um ambiente e outro. O nosso estilo atual de vida está deteriorado, levando junto a saúde mental.

Shorts Youtube
Play
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe

Play
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais

Play
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca

Play
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió

Play
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"

É necessário, então, cuidar não apenas dos benefícios tangíveis como um bom Vale Alimentação e Refeição, mas também oferecer acolhimento e um espaço seguro para que o colaborador tenha uma válvula de escape para os seus sentimentos.

Algumas empresas já mantêm CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) ou projetos como a Psicologia Viva. Acredito que o caminho é também criar programas internos que visem o bem-estar psicológico. E o tratamento não se restringe apenas à terapia. A partir de técnicas de manejo do esgotamento que utilizam conceitos neurocientíficos, é possível conduzir treinamentos com foco na exaustão. Da mesma maneira que uma pessoa é capacitada para usar o Excel, ela também pode aprender a ter equilíbrio mental. Insights neurocientíficos sobre como o cérebro humano lida com mudanças rápidas ajudam a transformação não apenas tecnológica e econômica, mas também do ponto de vista dos funcionários. Inclusive, novas técnicas neurocientíficas podem ajudar a moldar uma cultura corporativa baseada na agilidade emocional e de conversação, além de nutrir equipes de alto desempenho que adotam mudanças contínuas. Pense em um copo que já está quase cheio: a lei mais básica da física impede que dois corpos ocupem o mesmo lugar no espaço. É preciso primeiro aliviar a tensão e minimizar preocupações para somente depois ter espaço para novas emoções e – no caso do ambiente corporativo – conhecimentos inovadores que levarão a uma melhor performance e crescimento da empresa. As organizações que aplicam a neurociência, a psicologia da dinâmica humana e a empatia podem criar um paradigma que promove a resiliência e a adaptabilidade. Essas abordagens podem desativar os gatilhos e aumentar a eficácia organizacional.

Relacionadas