Opinião
NÚMEROS DA VIOLÊNCIA .
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Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023 trazem boas e más notícias. Pelo lado positivo, mostra que o Brasil teve uma redução de 2,4% nos registros oficiais de mortes violentas intencionais ocorridas ao longo de 2022, em comparação com 2021. O número é o menor registrado desde 2011, quando o estudo teve início - à época, o País teve 47.215 casos de mortes violentas intencionais.
Quando se observam os números de Alagoas, há motivo para comemorar. O Estado foi um dos que mais reduziram a violência na última década. O número de crimes violentos registrados por aqui caiu 52,6% no período. Em 2011 foram 2.401 casos, contra 1.138 em 2022. Além disso, Alagoas é o único estado do Nordeste sem cidades na lista das 50 mais violentas do País. Maceió, que chegou a ficar no topo do ranking em 2015, e a 9ª, em 2021, não aparece na relação deste ano.
Entretanto, o anuário também constatou que, em 2022, o País teve aumento de crimes como estupro, racismo e estelionato. Em relação ao ano de 2021, a taxa de estupro e estupro de vulnerável cresceu 8,2% e chegou a 36,9 casos a cada 100 mil habitantes.
Exclusivamente os casos estupro somaram 18.110 vítimas em 2022, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Já os casos de estupro de vulnerável, com um total de 56.820 vítimas, teve incremento de 8,6%. Crimes de violência contra mulher, crianças e adolescentes também tiveram alta em 2022.
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O governo federal prepara algumas medidas para reduzir a violência. Entre elas, a articulação com estados e municípios e mais operações integradas, controle do armamentismo irresponsável, medidas específicas em proteção às mulheres e contra o racismo, políticas focadas nos 163 municípios mais violentos e maior atuação da Polícia Federal e coordenação federativa no combate aos crimes cibernéticos, que abrangem estelionatos, abusos contra crianças e adolescentes.
Todas essas medidas são importantes e necessárias, mas é preciso também que se busque promover no País uma cultura de paz e o combate às causas da violência, possibilitando à população mais vulnerável acesso a educação, saúde, lazer, cultura e esporte. Para isso dever haver um esforço integrado.