Opinião
Construtores das Alagoas .
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A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer - Graciliano Ramos de Oliveira (1892 -1953). Nascido o mestre Graça na bucólica Quebrangulo no dia 27 de outubro de 1892. Alcaide de Palmeira dos Índios na década de 20, renunciando ao cargo no dia 10 de abril de 1930.
A Fundação Teatro Deodoro – FUNTED, nos governos de Divaldo Suruagy, Guilherme Palmeira, Theobaldo Barbosa, Geraldo Bulhões, publicou dezenas de folhetins historiando a trajetória dos Construtores das Alagoas. À época, dirigiram a FUNTED: o saudoso teatrólogo Bráulio Leite Júnior, Juarez Orestes Gomes de Barros, Maria Thereza Collor de Mello.
Dou prioridade a comentar a série dos famosos, pelo Graciliano Ramos que; ao renunciar ao cargo de prefeito, enviou seu famoso relatório ao então Governador Álvaro Paes, que, por sinal, o nomeou Diretor da Imprensa do Estado de Alagoas. Segundo os biógrafos, estreou na Literatura (1904), escrevendo o conto “Pequeno Pedinte”.
Fixou residência em Maceió (1905), indo estudar no Colégio Quinze de Março, tradicional estabelecimento de ensino do renomado Professor Agnelo Barbosa. Aqui morou na praça Montepio. Entre 1914-1915, então no Rio de Janeiro fora revisor nos jornais “ O Correio da Manhã”, a “ Tarde” e o “ Século”.
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Quando exercia as funções de Diretor de Instrução Pública instituiu a distribuição de merenda escolar, hoje existente em todo quadrante do País. Infelizmente, em 1936, por ordem do ditador gaúcho Getúlio Vargas, fora preso sem direito a defesa, acusado de ser comunista. Obteve liberdade no dia 13 de janeiro de 1937.Iniciava o Estado Novo (1937-1945).
Antes, porém, em 1932, concluiu seu segundo romance “São Bernardo”, “Angústia “ (1936), em 1938, “Vidas Secas”. Diga-se, de passagem, seus famosos romances “Vidas Secas|”, “ São Bernardo” e “Memórias de Cárcere”, foram traduzidos para diversas línguas estrangeiras. E, o melhor, transformados em filmes de grandes audiências.
Mestre Graça foi, sem dúvida alguma, o Machado de Assis caeté. Brilhou na constelação da Literatura Nacional. Fez valer sua erudição a serviço das letras, e, ao mesmo tempo, imortalizou-se na História dos célebres alagoanos. Na Cidade Maravilhosa, veio a falecer no dia 30 de março de 1953, deixando marcas indeléveis que a poeira do tempo não conseguirá apagar.