Opinião
Cenário animador .
.
Dados do IBGE divulgados ontem mostram que o IPCA-15 — considerado a prévia da inflação oficial do País — teve queda de 0,07% para o mês de julho. O resultado confirma uma desaceleração da inflação no País com impacto principalmente nos preços de energia, aluguel, alimentos e bebidas. A queda no índice oficial de inflação nos últimos meses é vista como um elemento de pressão para o Banco Central iniciar um ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic, a partir de agosto.
O comportamento dos alimentos tem sido fundamental para a queda geral da inflação. É um grupo muito importante: as famílias brasileiras mais pobres comprometem até um terço da renda mensal para se alimentar.
O preço dos alimentos é um dos principais fatores que têm puxado para baixo o índice geral da inflação, segundo os economistas. E duas das maiores quedas nesse grupo explicam o bom resultado. A primeira é o óleo de soja, e a segunda é o preço das carnes.
Nos últimos anos, os alimentos foram os grandes vilões da inflação. A alta dos preços teve como principais fatores a pandemia, o aumento da demanda, a crise hídrica e a guerra entre Rússia e Ucrânia. Com isso, a comida ficou bem mais cara na mesa do brasileiro, subindo acima da inflação.
Operação Ruptura: PC investiga organização criminosa em Coruripe
Instituto Federal de Alagoas abre curso de mídias sociais
Homem é baleado na cabeça após discussão em Arapiraca
Ex-policial militar é preso por golpes em Maceió
Davi Davino confirma convite para ser vice, mas rejeita: "Sou candidato ao Senado"
Agora, o momento é de trégua, e isso já vem sendo sentido pelas famílias.
A queda da inflação e principalmente a sua estabilização em níveis baixos por tempo prolongado tem impacto positivo também sobre os pequenos negócios, uma vez que tende a reduzir os custos, sobretudo de energia, ampliando as margens de lucro dos negócios.
Para economistas, com preços mais baixos ou estáveis de um mês para o outro, o consumidor pode voltar a planejar melhor suas compras e isso vai animar a economia, ampliando o nível de confiança dos empresários que poderão planejar, inclusive, a implementação de investimentos para aumentar a produção.
O fato é que, nesses primeiros sete meses, o governo conseguiu mudar completamente o clima econômica e vencer a desconfiança que havia por parte de alguns setores. O momento é de otimismo, mas com os pés no chão.