Opinião
O Livro didático e a diversidade .
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O tema diversidade tem recebido hoje abordagem constante, inclusive por conta da ampliação da agenda ESG (Environmental, Social and Corporate Governance) no mundo corporativo. E na produção de livros didáticos esta preocupação já é muito anterior, com autores e editoras se dedicando para que os conteúdos sejam sempre os mais diversos possíveis.
A Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros) é uma instituição que há mais de 30 anos trabalha em prol da Educação Básica no Brasil. Tem, como propósito, “Melhorar a qualidade da educação pública e privada, por meio da valorização e democratização de conteúdos educacionais alinhados com as demandas do mundo atual”. E estas demandas incluem a diversidade.
Os livros e conteúdos didáticos respeitam e observam os princípios éticos e as diferentes realidades socioeconômicas, regionais, étnico raciais, de gênero e de orientação sexual. Exigem um processo de produção pedagógica editorial de excelência, com a dedicação de autores, equipes altamente qualificadas e um imenso trabalho de curadoria em um extenso processo industrial.
Para se ter uma ideia, segundo a pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, que abordamos nesta edição de nossa Abrelivros em Pauta, em 2022 foram impressos mais de 214 milhões de livros didáticos no Brasil.
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Ao longo dos anos, além de todo o cuidado que já tinham na busca pela diversidade nos conteúdos, desenvolvendo com muita atenção as abordagens sobre etnias, gênero, entre outras, autores e editoras foram também contemplando, por exemplo, as disposições do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Estatuto do Idoso, dentre outros dispositivos legais.
Seguidas as etapas de produção, o conteúdo do livro didático é submetido a diversas análises e confirmações. A abordagem nos livros pode variar de acordo com o estilo dos autores ou da linha editorial da coleção. Mas toda obra didática passa por uma série de processos antes de chegar às mãos de professoras e professores, alunas e alunos.
As obras didáticas também cumprem o que determina a Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos precisam desenvolver ao longo de toda a Educação Básica.
Quase 90% da produção anual de livros didáticos é adquirida pelo Governo Federal, através do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). Considerado um dos maiores programas educacionais do mundo, o PNLD é responsável pela distribuição de 170 milhões de exemplares, em média, para alunos mais de 140 mil escolas públicas estaduais e municipais de todo o Brasil.
As encomendas do PNLD são feitas por meio de editais, através dos quais Governo e editoras buscam também estabelecer conteúdos diversos e inclusivos. E os livros apresentados pelas editoras ainda passam por uma minuciosa avaliação de equipes do Ministério da Educação, em mais um crivo antes da aquisição das obras.
O livro didático precisa ter um conteúdo que fale do Brasil como um todo, sendo o mais diverso possível. Este desafio todos os envolvidos na produção, desde autores até editores, tem cumprido rigorosamente, aprimorando constantemente estas obras imprescindíveis para a transformação social e a formação do indivíduo.