Opinião
�rea nebulosa
A existência de indicadores, os mais reais possíveis, em relação às necessidades de uma nação, de uma região, de uma cidade ou de uma simples favela, sempre foi e continua sendo fator imprescindível para a definição de ações adequadas para solução dos problemas de maiores ou menores proporções. Pelas informações divulgadas ontem, ainda não há, disponíveis, números oficiais da realidade do ensino fundamental em Maceió, o que se constitui em mais um fato lamentável. A imprecisão torna o enfrentamento desses desafios uma tarefa ainda mais complicada. Todavia, os projetos para consertar seus efeitos podem ser executados e bem-sucedidos em tempo hábil. Desde que não falte vontade política, além das medidas que começam a ser realizadas. Além do censo anunciado pela Secretaria Municipal de Educação, destaque-se o levantamento de toda essa realidade (a cargo de diversos organismos atuantes na defesa da cidadania), principalmente no tocante aos direitos das crianças e adolescentes, envolvendo nesse trabalho voluntários das próprias comunidades atingidas. Só a constatação de que em apenas uma localidade da região do Tabuleiro, o Village Campestre, 700 crianças e jovens acabam de ficar sem estudar por falta de vagas é suficiente para se ter uma idéia da dimensão das carências no ensino público. Apesar da quantidade de escolas construídas, reformadas ou ampliadas nos últimos anos, com programas importantes como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério ? Fundef, Bolsa-Escola e outros. Estamos, lógico, tratando de um quadro nebuloso que também pode ser observado a olho nu em outros municípios de Alagoas e de outros estados, de outras regiões do mundo; e que tem sido motivo de preocupações, estudos, relatórios, protestos, planos, programas e projetos ao longo de décadas. Esforços para dimensionar o problema não tem faltado, o que é positivo. Porém, mais positivo será, ao mesmo tempo em que se pesquisa, encaminhar soluções práticas, objetivas.