Opinião
71 anos depois
Esta Gazeta completa hoje 71 anos de história, de convivência, de lealdade, de inestimáveis serviços à Pátria e, especialmente, ao povo alagoano, na condição, preservada ao longo de décadas, de diário mais lido e, nos dias atuais, o mais antigo em circulação no Estado. O mais vivido, mas sempre renovando e se modernizando cada vez mais para corresponder às expectativas dos milhares de leitores e anunciantes. A GAZETA DE ALAGOAS já nasceu moderna, em 25 de fevereiro de 1934, por iniciativa do jornalista (e político) Luiz Magalhães da Silveira, já de muitos anos de vivência nas redações alagoanas. Ele fez desta sua criação o primeiro jornal no Estado com impressão mecânica depois do Diário Oficial. Mas a maior revolução na imprensa alagoana começaria a partir de quando esta empresa tornou-se, nos anos 50, pelas mãos do jornalista Arnon de Mello, a semente da Organização que tem o seu nome. A fase revolucionária, a contar daí, ultrapassou este matutino, e, logo na década seguinte, inaugurava a RÁDIO GAZETA AM. Em seguida, vieram outras iniciativas pioneiras do fundador das Gazetas, como a TV GAZETA, Canal 7, a primeira emissora geradora e retransmissora de imagens à distância em toda a Alagoas. Mesmo nos anos de trabalho no Rio de Janeiro (então capital do País), onde atuou de repórter político, redator e dirigente dos Diários e Emissoras Associados (além de escritor, advogado e empresário no ramo imobiliário), Arnon de Mello manifestava o desejo e a determinação de investir no Estado natal. Principalmente no campo das comunicações, no qual vivia desde os 14 anos. Como vem sendo e pode ser constatado na qualidade da GAZETA DE ALAGOAS e dos demais veículos da OAM, a missão original de apostar em Alagoas, na cidadania e no desenvolvimento continua sendo seguida à risca. Os que conviveram com Arnon recordam que ele foi mestre e amigo nas comunicações. Estimulou essa filosofia entre seus colaboradores, não importando as categorias de responsabilidades. Seu exemplo de vida foi de grandes realizações. E tem continuadores à altura.