Opinião
Construtores de Alagoas (IV) .
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O magnânimo Professor Luiz de Medeiros Neto (22.11.1912 -08.11.1992), nascido na cidade ribeirinha de Traipu, filho de tradicional família sanfranciscana, notabilizou-se como Padre da Igreja Católica Apostólica Romana, exímio orador sacro, Deputado Federal (1946-1970), seis legislaturas consecutivas). Líder do governo de JK (1956 a 1961). Tornando-se Professor emérito da UFAL (1983).
Foi mestre-fundador do Centro Universitário de Brasília, nas cadeiras de História Geral e do Brasil, em 1969, tendo sido recipendiário do título de Professor Honoris Causa do CESMAC, em 1982. Escreveu memoráveis livros: “História do Rio São Francisco” e “O Centenário de Traipu”, dezenas de prefácios, inclusive, do meu livro Viagem do Tempo. Participou de várias Bancas Examinadoras. Cidadão Honorário de Palmeira dos Índios (1981), e o internacional da Cidadania de Tennesse, dos Estados Unidos, 1960.
No extinto Jornal de Alagoas, colaborador assíduo, junto dele recebia suas sábias lições do jornalismo moderno. Presidente do vetusto Instituto Histórico e Geográfico. Visitava-o semanalmente. Lá, chegando rodeado de livros saudava-o: Bom dia Enciclopédia Britânica. Ele respondia: Na sua ausência.
No dia 23 de julho de 1973, já não mais ligado às atividades sacerdotais, casou-se com a Professora universitária de Filosofia e sua colega da UFAL, a Doutora Andréa Maria Coelho da Paz de Medeiros. Dessa perfeita união nasceram os rebentos: Luiz André, Isaac Mário e Maria Ângela. Quando de sua morte, encontrava-se como presidente do Conselho Estadual de Educação e vice-presidente da Academia Brasileira de História.
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Com extensa cultura humanística, fez dezenas de Conferências em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Alagoas e no exterior - abordando temas virtuais da modernidade. Dominava o Latim, o Francês, o Alemão, o Espanhol, adquirindo cultura erudita no Seminário a serviço das letras nacionais. Foi, sem dúvida alguma, homem público probo. Dele, guardo lembranças adoráveis de sua fidalga amizade.
Em sua residência, à Avenida Antônio Gouveia, nº 845, em frente à belíssima Pajuçara, na noite de 08 de novembro de 1992, ao lado dos queridos filhos e da amada esposa Andréa, veio a falecer na tranquilidade que sempre desfrutou. Cumpriu, assim, sua excelsa missão neste planeta Terra. Deus cuide de sua bondosa alma.