loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
25° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Quem é essa tal de bioeconomia? .

.

Ouvir
Compartilhar

Se adaptar à nova realidade da sociedade contemporânea com as mudanças climáticas e pós pandemia tem sido difícil para todos, inclusive para o mundo dos negócios com as novas exigências de mercado voltadas ao desenvolvimento sustentável. Se manter resiliente diante das mudanças e continuar inovando tem sido os obstáculos tanto para os negócios já existentes como para os novos, e nestes casos, a bioeconomia pode ser uma alternativa.

A bioeconomia é um modelo econômico pautado na busca pelo conhecimento da biodiversidade local para agregar valor, fortalecer e estruturar cadeias produtivas, possibilitando o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da população local com a geração de renda, de forma que a atividade tenha o menor impacto ambiental possível.

Há diversos setores de oportunidades, como o turismo, artesanato, produção de cosméticos e medicamentos, piscicultura, agropecuária, energia limpa, gastronomia, reciclagem e serviços ecossistêmicos. A bioeconomia promove a visão interna, o resgate do valor local, amplificando as oportunidades de negócios, principalmente para o pequeno, ator principal quando o assunto é a economia local.

No entanto, uma das barreiras é a ausência de investimento na pesquisa local sobre os biomas e seus serviços ecossistêmicos. Entender a dinâmica e o potencial que cada região e bioma pode nos oferecer é um caminho a ser percorrido, portanto compreender melhor o valor da biodiversidade de forma sustentável, pode gerar acesso a mercados, além de inclusão, integralização e produção de novas tecnologias, sendo menos dependentes da exploração de recursos naturais, o que ao meu ver é a grande oportunidade desse modelo econômico.

Shorts Youtube
Play
Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Polícia prende um dos principais líderes do Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Play
Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Árvore desaba sobre carro e complica trânsito na Leste-Oeste

Play
Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Homem é atingido por três tiros em tentativa de homicídio no bairro Cruz das Almas em Maceió

Play
Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Acidente no Eixo-Quartel: motorista bate em poste e capota

Play
Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

Duas pessoas são baleadas no Vergel em Maceió

A bioeconomia também tem seus desafios, como a flexibilidade, por isso é extremamente importe se conhecer a dinâmica dos biomas e serviços ecossistêmicos, para assim conseguir adaptar as variações de mercado, a produção de novos produtos de forma que tenha vantagem competitiva, a escala logística para atender a demanda da sociedade e novos mercados, bem como ter o apoio técnico e financeiro, com pesquisas a longo prazo e conhecimento do local.

A busca de alternativas para progresso e desenvolvimento pautados na bioeconomia requerem vasto conhecimento do conceito de “floresta em pé”, que, além de direcionar o foco em pesquisas de áreas nativas e sua dinâmica de produção, pode ajudar a passar pelos novos desafios da sociedade e do mercado, trazendo benefícios como acesso à energia limpa, desenvolvimento social, aproveitamento dos resíduos, combate ao aquecimento global e preservação da biodiversidade, benefícios como esses que estão relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Há muito o que ser desenvolvido quando o assunto é bioeconomia e nem sempre é necessário construir algo, pois esse modelo econômico tem seu diferencial por ser adaptável. Incluir o modelo no processo e na cadeia produtiva remete à uma ramificação do tema: a bioeconomia circular, que consiste na integração da economia circular e a bioeconomia, na utilização dos recursos naturais em ciclos fechados, se afastando do modelo linear tradicional, focando em uma cadeia de uso, reuso, reciclagem e reduzindo o desperdício e incentivando a durabilidade, reciclagem e reutilização.

O ideal é promover a reavaliação das etapas de produção desde sua extração, produção, distribuição, consumo e descarte final, buscando alternativas que causem menos impactos nessas etapas, levando em consideração os princípios de desenvolvimento sustentável, atendendo as novas demandas em ESG.

Ambientalmente, favorece a diminuição da dependência de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa, reduz a exploração de recursos naturais e manutenção dos serviços ecossistêmicos. Socialmente, traz geração de emprego e visibilidade à região, promove o investimento em infraestrutura, redução das desigualdades, educação de qualidade, saúde e bem-estar. E governamentalmente, promove a redução de custos a longo prazo com a reutilização de matéria-prima, melhor controle do processo produtivo, vantagem competitiva, tecnologias inovadoras e acessos à novos mercados. Progredir em busca de boas práticas sustentáveis ainda é um caminho novo, não há um manual padronizado, mas iniciar é sempre um começo e aprender com os equívocos também, nenhum negócio será totalmente sustentável, o desenvolvimento humano sempre causará um impacto, o importante é ter noção da proporção do impacto e buscar medidas de mitigação, afinal todos nós buscamos um futuro promissor para nós e as futuras gerações.

Relacionadas