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Nº 5655
Opinião

BRASIL SEM FOME .

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Por Editorial | Edição do dia 01/09/2023 - Matéria atualizada em 01/09/2023 às 04h00

O presidente Lula assinou ontem o decreto que institui o programa Brasil Sem Fome. A iniciativa foi desenhada pela Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional, que reúne 24 ministérios, e integra um conjunto de 80 ações e políticas públicas para alcançar cerca de 100 metas traçadas.

São três eixos de ações, que passam por garantia de acesso à renda, promoção de cidadania, política pública de proteção social, produção de alimentos saudáveis e mobilização de estados, municípios e sociedade civil.

Em 2014, graças aos programas sociais e ao crescimento da economia nos anos anteriores, o Brasil saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU). De fato, o País foi protagonista de uma das campanhas mais bem-sucedidas contra a insegurança alimentar do mundo, quando reduziu a proporção de cidadãos que passam fome para 1,7% da população, ou 3,4 milhões de habitantes, e superou o problema da pobreza extrema.

Entretanto, voltou a figurar no cenário nos anos seguintes, especialmente no período da pandemia de Covid-19. De acordo com o relatório global Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, divulgado por cinco agências especializadas da ONU, um em cada dez brasileiros (9,9%) passava por situação de insegurança alimentar severa entre 2020 e 2022.

Além disso, quase um terço da população está incluído nas categorias de insegurança alimentar severa ou moderada, o que equivale a 70,3 milhões de brasileiros. A situação mostra um agravamento no acesso à segurança alimentar no país. Os dados anteriores, de 2014 a 2016, indicavam 18,3%.

Além dos problemas de saúde causados pela pandemia globalmente, o mundo enfrenta dois grandes desafios: a fome e a má nutrição. Um em cada dez pessoas no mundo passa fome. O mais grava é que a produção de alimentos é suficiente, mas há um grande problema de distribuição.

O Brasil pode ser considerado um caso à parte. Graças às políticas públicas fortalecidas recentemente e à gigante produção alimentar, o País tem uma grande possibilidade de sair novamente do mapa da fome.

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