loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
23° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A via crucis do consumidor 2 .

.

Ouvir
Compartilhar

Entre os inúmeros desafios que tem o Estado, no sentido amplo, (compreendendo especialmente os Poderes Legislativo e Judiciário), temos uma necessidade inadiável de revisitar questões que subtraem do cidadão a dignidade e a paz de que precisa para viver.

Nesta semana, o Congresso retomou a discussão acerca do necessário limite (teto) que deve ser imposto à cobrança de juros, nas transações com uso do cartão de crédito, no sistema rotativo.

Embora o Projeto tenha voltado à apreciação legislativa, em regime de urgência (o que abre caminho para uma apreciação subsequente no Plenário), esse é um dos problemas que mais aflige o consumidor, já há muito tempo.

Como é sabido (e sentido na pele), a cobrança de juros sempre desagrada na hora de se comprar, vindo daí a correta opção de se pagar à vista (quando se pode, obviamente), evitando-se que o valor final acabe escravizando o comprador, por tempo indesejável.

Shorts Youtube
Play
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Play
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Play
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Play
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Play
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

E quando se trata dos temíveis juros cobrados, em decorrência do atraso no pagamento da fatura do cartão, ou mesmo nas compras parceladas, o desagrado, muitas vezes, trará consequências que porão o consumidor em situação ainda mais delicada, a exemplo de ter o seu nome sob negativação, junto aos órgãos de proteção ao crédito; ou ainda a suspensão do serviço ou bloqueio do cartão.

Por essa razão, incluir esse tema na deliberação legislativa junto a programas congênere como o “Desenrola”, é pertinente, ainda que sobrem outras questões que também deveriam ser, urgentemente, levadas para a mesa das discussões.

Entre elas, pode-se apontar, por exemplo, as dificuldades nas relações de consumo com as concessionárias de serviço ou as operadoras de telefonia e de seguros de saúde, que vão desde uma simples portabilidade ou contrato de uma linha telefônica à contratação de um plano.

Essas questões, obviamente, não param de chegar às portas do Judiciário que, mesmo proferindo decisões no sentido de coibir abusos e práticas ilícitas em geral, por parte das empresas, não consegue frear tais condutas, dada a condição econômica que se essas possuem de se valerem do poderio econômico.

Embora as práticas abusivas não possam ser genericamente atribuídas a todo e qualquer setor da economia, nenhum consumidor pode afirmar que se encontra plenamente satisfeito com a prestação do serviço de sua operadora de plano de saúde, de telefonia, de seguro em geral; ou das concessionárias de serviços.

Sempre há o que reclamar, porque sempre há falhas na prestação de tais serviços, que só aviltam o lado mais fraco, na relação de consumo.

Basta pensar nas enormes dificuldades que se tem para, por exemplo, cancelar uma compra ou serviço; solucionar um problema de funcionamento; obter a real contraprestação do que foi contratado, ou mesmo que seja para se formular uma simples reclamação.

O cliente fica, por horas a fio, perdendo tempo, dinheiro e paciência, sem que, muitas vezes, nada resolva.

Pretendemos retornar ao tema.

Relacionadas