app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5716
Opinião

Novos rumos

MILTON HÊNIO * Com a decisão do Supremo Tribunal Federal apoiando regras adotadas anteriormente pelo STE, novos rumos deverão ser seguidos pelos partidos políticos e novos caminhos surgirão para os políticos brasileiros relativos às próximas eleições. E

Por | Edição do dia 28/04/2002 - Matéria atualizada em 28/04/2002 às 00h00

MILTON HÊNIO * Com a decisão do Supremo Tribunal Federal apoiando regras adotadas anteriormente pelo STE, novos rumos deverão ser seguidos pelos partidos políticos e novos caminhos surgirão para os políticos brasileiros relativos às próximas eleições. E o povo fica na expectativa quanto à apresentação dos candidatos; qual o melhor ou os melhores à Assembléia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado, governo do Estado e Presidência da República. É o nosso destino que está em jogo. O atual momento político nacional tem pela frente o desafio da participação popular como jamais aconteceu em outras eleições. Para o povo pouco importa o partido do candidato; ele quer saber das qualidades do mesmo; essa participação do povo é que mostra a continuidade do processo democrático para além das eleições: o que fazer para que o povo possa continuar exercendo sua soberania no controle e no estímulo à correta administração da coisa pública. É mais fácil cair no erro do que cair na verdade. Isso é o que temos visto freqüentemente na classe política. Mas é preciso melhorar cada vez mais. Mudar o que está errado na política é tarefa de todos nós. Quando escolhemos pelo voto os nossos representantes estamos lhes oferecendo um crédito de confiança e as esperanças de que eles nos ajudem nessa caminhada ao futuro, em projetos sociais que beneficiem a todos. E nos sentimos traídos quando isso não acontece. A política é feita para o povo e não o povo para a política. Ela é um meio e não um fim. Notamos que o povo está amadurecendo; vimos isso nas últimas eleições municipais em que uma verdadeira enxurrada de péssimos prefeitos pelo Brasil foi banido pelo voto popular. Antes de tudo é preciso valorizar a política, sem taxar todos os políticos de corruptores. A política não é suja. Ela reflete as contradições da sociedade, onde o bem e o mal, o joio e o trigo estão misturados. É preciso nos dias que correm que haja um pacto moral entre os eleitos e seus eleitores para que exerçam os seus mandatos sem interesses pessoais, nem econômicos, nem de carreirismo políticos, mantendo sempre o diálogo com os eleitores, prestando contas periodicamente de sua atenção. Temos, assim, que caminhar juntos com bons propósitos para a felicidade de todos. Já entramos no século XXI e continuamos com taxas terríveis de mortalidade infantil e analfabetismo. Uma nação letrada, ilustrada, cresce, em fartura e bem-estar, tendo forças e capacidade para enfrentar os países ricos, enfrentar e vencer as crises esporádicas desta ou daquela natureza, com espírito sobranceiro. Ao contrário, uma nação que não valoriza sua criança, sua juventude, cheia de analfabetos, fica condenada à estagnação e sempre dependente dos países desenvolvidos. É uma pena que o nosso querido Brasil continue entre os países subdesenvolvidos. Certa vez li na traseira de um caminhão este dístico: “o problema brasileiro é que a democracia virou esculhambação”. A contínua sucessão de fatos que assistimos todos os dias pelos meios de comunicação nos preocupa. Como será o nosso amanhã? Vamos esperar que o Brasil seja um dia uma nação grandiosa. Possuímos terras riquíssimas, um clima variado e ameno, não temos terremotos nem maremotos a nos importunar, somos um povo bom e hospitaleiro. Merecemos assim a felicidade almejada. Um dia o Brasil será uma grande nação. No dia em que o cidadão souber usar conscientemente o seu voto, para buscar na verdadeira aristocracia de valores os seus dirigentes, aqueles mais aptos, mais honestos, intelectual e moralmente capazes, firmes nas suas convicções, batalhadores pelos grandes ideais. Seremos uma grande nação quando nosso cidadão souber falar e ouvir, ordenar e obedecer, ter opinião, impor o direito e respeitar o direito, fazer justiça e aceitar a justiça, ser livre e respeitar a liberdade, então a nossa democracia estará salva e o nosso querido Brasil será uma terra abençoada. (*) É MÉDICO

Mais matérias
desta edição