Opinião
O novo emprego .
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A partir da Revolução Industrial, as mudanças nos modos de produção consolidam o capitalismo, gerando profundas transformações na relação homem x máquina e, consequentemente, nas rotinas de trabalho.
A humanização foi valorizada e, ao longo das últimas décadas, o contrato de trabalho ficou mais claro, combatendo distorções, e objetivando um papel mais seletivo no emprego. Em suma: estabelecendo uma melhor relação capital/trabalho.
Nesse contexto, a Tecnologia da Informação (TI), antiga informática, e a atual IA (inteligência artificial) impactaram e impactarão a forma de trabalho, que, se por um lado nos legou produtividade e qualidade de informação (matéria-prima para decidir), trouxe também ameaças.
A velocidade e precisão das máquinas estão colocando um ingrediente a mais no emprego: a incerteza.
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Hoje, a fonte de conhecimento cabe na palma da mão. Tudo conectado e disponível num mundo virtual. Quem deseja investir em aprendizado e aperfeiçoamento pessoal pode recorrer à internet, adquirindo cursos por valores relativamente baixos ou até gratuitamente.
A ideia das pessoas no centro de tudo, sua relação com o meio ambiente e a implementação de processos para perenidade da organização passou a ser o foco da questão. Não se vive mais um sem o outro: meio ambiente, sociedade e governança empresarial.
Neste novo cenário, como escolher uma carreira ou se aperfeiçoar em algo que poderá ser substituído por um robô? Que roteiro seguir para melhorar e diagnosticar essa ameaça e garantir o emprego?
E mais: como prepararmos as nossas crianças para tudo isto, desde os primeiros anos de aprendizado, quando sabemos que a educação brasileira - sobretudo a pública -, ainda é baseada na Revolução Industrial, quando vivemos em plena era digital?
O grande desafio é o de renovar a matriz curricular, desde o ensino infantil. Sem incluir estas novas competências e habilidades tecnológicas, a educação brasileira produzirá ainda mais desigualdades, em vez de oportunidades.
No setor produtivo, a aplicação do conceito de ESG, Environmental (meio ambiente), Social (social) and Governance (governança), termo em inglês, surgido em 2004, em uma publicação do Pacto Global em parceria com o Banco Mundial, já se apresenta como uma realidade em boa parte das empresas brasileiras.
Investimento em sistemas que moldam novos processos de gestão e redefinem o que realmente importa será determinante para responder a esses novos desafios.
Empresas públicas e privadas devem investir cada vez mais em planejamento e na identificação das habilidades individuais, criando condições de mais motivação e felicidade naquilo que elas executam.
Há pessoas no lugar errado e, neste sentido, a atuação da direção de gestão de pessoas ganha um novo posicionamento estratégico, englobando resultados não só financeiros, mas os impactos que determinadas práticas econômicas causam no meio ambiente e na sociedade. O novo emprego será o resultado dessa revolução tecnológica.