Opinião
NOVO PROTAGONISMO .
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Em discurso de ontem na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidos, 14 anos depois de sua última participação no evento, o Presidente Lula abordou temas como combate à fome e à desigualdade, governança global, reforma do Conselho de Segurança da ONU e mudanças climáticas.
Esses temas têm sido recorrentes nos discursos do petista na ONU e, também, em outros fóruns internacionais do qual o Brasil é participante.
Este ano, Lula voltou a fazer uma reflexão sobre a necessidade de implementação de novas relações econômicas, com maior participação de países em desenvolvimento e menos protecionismo por parte das nações mais ricas, além de trocas comerciais mais justas.
Ele também criticou o neoliberalismo e o surgimento de “aventureiros de extrema-direita que negam a política e vendem soluções tão fáceis quanto equivocadas”, mas sem especificar a quem estava se referindo.
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Para reduzir as disparidades sociais, Lula recomendou aos chefes de Estado uma receita que busca colocar em prática no Brasil: incluir os pobres nos orçamentos nacionais e fazer os ricos pagarem impostos proporcionais ao patrimônio.
Para o presidente, estabilidade e segurança não serão alcançadas onde há exclusão social e desigualdade. Ele afirmou que a ONU nasceu para ser a casa do entendimento e do diálogo. A comunidade internacional precisa escolher: de um lado, está a ampliação dos conflitos, o aprofundamento das desigualdades e a erosão do Estado de Direito. De outro, a renovação das instituições multilaterais dedicadas à promoção da paz.
Para analistas, Lula fez um discurso de estadista, com equilíbrio, ao desviar-se da política doméstica para se concentrar nos desafios internacionais, como a urgência no enfrentamento das mudanças climáticas, o necessário combate à fome e à desigualdade, a discussão sobre uma nova governança mundial.
Como tem feito desde que tomou posse para o terceiro mandato, o presidente tem buscado um novo protagonismo brasileiro no cenário mundial. Não há dúvida de que restituir a tradição da política externa brasileira é um avanço.